Encontrar companheiro

Se encontrar um rapaz com muitas coisas em comum com você, não espere ele chamá-la para sair. Se tem medo de convidá-lo, pergunte mesmo assim! É assustador, mas você não corre perigo e só tem a ganhar! Ele pode ser tímido e nunca convidá-la para sair, seja por considerá-la 'areia demais para ele' ou por temer uma rejeição. Os sites de encontros revolucionaram a forma de encontrar um(a) companheiro(a) ou de ir ao encontro de mulheres. Os encontros online permitem uma vasta seleção de pessoas com quem se deseja ou não conversar através de chat. Como Encontrar um Parceiro para a Vida. Encontrar alguém para namorar é difícil, mas encontrar alguém que poderá fazê-lo feliz pelo resto da vida pode parecer impossível. Não tenha pressa, aproveite a companhia dos seus amigos e cuide-se.... amizade entre cristãos como encontrar um companheiro espiritual companheirismo espiritual companheiros espirituais companheiros espirituais na academia de Deus o cristão e as amizades o que é um companheiro espiritual. Previous Article Um Viver Desligado de Deus. Next Article Desapaixonar, ... A distância que leva para o companheiro encontrar doce será reduzida pela metade. O número de corações ganhos por ação dobrará. Os Treinadores poderão ganhar corações bônus! Com a página de perfil do companheiro atualizada, vocês verão o progresso do companheiro em busca de doce, o humor atual dele, um gráfico de atividades ... Ou como encontrar alguém que se encaixe perfeitamente. Para construir relacionamento melhores e ser um companheiro de equipe melhor. E sentir que eles estão melhorando. Todos. Os. + Fortnite: martelo do Thor aparece no jogo; veja onde encontrar ... não contempla o modo tumulto e contabiliza em caso de um companheiro de equipe abater o próprio Doutor Destino, que pode ser ... classe avanÇada – companheiro de escursionismo 1- Aprender e demonstrar a composição, significado e uso correto da Bandeira Nacional. 2 – Ler a primeira visão de Ellen White e discutir como Deus usa os profetas para apresentar Sua mensagem à igreja (ver Primeiros Escritos, p. 13 a 20). Quebrando fora da cidade pequena, Leyburn, nunca Brian pensou que ele encontrar seu companheiro, muito menos ter seu companheiro de rejeitá-lo, mas também porque ele é hetero. Como encontrar um companheiro de viagem Fazer uma viagem de qualquer comprimento, seja perto de casa ou tão distantes como a Mongólia, pode recarregar você como você vê diferentes paisagens, conhecer novas pessoas e experimentar diferentes culturas. Mas viajando sozinho, embora libertadora

Relacionamento na Quarentena

2020.09.17 05:47 mrmambojazz Relacionamento na Quarentena

E aí galera, tudo bem com vocês? Por aqui mais ou menos. Estou vivendo uma situação delicada na Quarentena. Tenho 28 anos e já namoro há 10 anos (uma coisa bem incomum atualmente) e já separamos 2 vezes durante esse tempo. Já moramos juntos jà tem 2 anos porém esse ano começamos a vida de casal oficial depois de arrumarmos um canto só para nós dois. A Pandemia chegou logo após a mudança e isso afetou muito nossa relação pois somos pessoas bem diferentes ao encarar a situação presente. Somos um casal muito social e todo esse estilo de vida foi abalada com o coronavirus, o que mexeu muito mais comigo do que com ela que ficou mais preocupada e neurótica com a situação de se contaminar. Passado esse tempo, praticamente todos os motivos de nossas brigas tem sido isso, pois pra mim e muito difícil ir trabalhar e abrir mão de encontrar os amigos. Admito de estar errado de não ser cauteloso com a situação mas isso faz parte de todo uma estrutura saudável da minha vida funcionar e ser feliz. Gostaria de saber como lidam com a atual situação e como está sendo com seus/suas companheiros(as).
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2020.09.15 20:39 KopaOLeao Eu sou gay (repost)

Eu tenho 16 anos, recentemente um amigo meu que é adulto assumiu o namoro com o companheiro dele, e eu fiquei muito feliz por eles.
Mas eu queria muito um namorado, alguém pra cuidar, beijar, que eu abrace e me sinta seguro e amado. Queria muito um companheiro, mas é difícil encontrar ainda mais na minha idade, que quase ninguém se assume. No meu caso eu nunca escondi, foi bem natural as pessoas saberem que eu sou.
Não gosto de ficar expondo como se a minha sexualidade fosse uma virtude, é só uma coisa normal.. Mas enfim, me faria muito bem um companheiro
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2020.09.15 04:06 KopaOLeao Eu sou gay

Eu tenho 16 anos, recentemente um amigo meu que é adulto assumiu o namoro com o companheiro dele, e eu fiquei muito feliz por eles.
Mas eu queria muito um namorado, alguém pra cuidar, beijar, que eu abrace e me sinta seguro e amado. Queria muito um companheiro, mas é difícil encontrar ainda mais na minha idade, que quase ninguém se assume. No meu caso eu nunca escondi, foi bem natural as pessoas saberem que eu sou.
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2020.09.10 15:58 henrylore Najiyu Ep 5 - Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...

NAJIYU EP 5 Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
Ne: *para o cavalo perto de uma das árvores
{cenário: é um bosque bem bonito com árvores de acácia, apesar de ser um deserto é tão hidratado que nem parece ser um}
H: isso aqui é mesmo um deserto?
Ne: sim, expedições trouxeram um pessoal que controlava água pra cá pra eles hidratarem o lugar
isso aqui é quase que um oasis gigante
L: Hmmmm... me parece legal
H: é maneiro
L e H: *avistam de longe uma enorme estrutura de arenito, em formato triangular, uma pirâmide no horizonte
L: aquilo lá é...
H: uma puta duma pirâmide.
L: meu deus...
L e H: *abaixam um pouco o olhar e observam a vila
{vila: é bem simples n tem mt oq falar, tem várias pessoas vestindo verde, tem vários barris empilhados do lado das casas que são bem simples e bem arejadas, cheias de janelas}
Ne: aqui é a vila de samag
talvez vocês não conheçam, é por que ela é bem pouco conhecida mesmo
L: nao conheço mesmo não
Ne: eles gostam assim, eles dizem que são menos nocivos a tudo e por isso talvez seriam o foco do reino ou sei lá
coisa de gente humilde, eu nunca entendi
H: meh faz sentido
Vi¹: EI! (uma voz um pouco anasalada)
BOM DIA! Vocês são os caras que investigam né?
Ne: *com a mão em cima da cara tapando o sol q tá bem forte
a gente é mesmo
Vi¹: ah que bom que vocês vieram investigar.... eu não entendi nada, o farao nunca mais saiu e ficou aquele grandalhão lá bloqueando a passagem
H: grandalhao?
Ne: o golem de areia?
Vi¹: exatamente, ele não deixa mais ninguém entrar sei lá oq houve, tá tudo zoado naquela pirâmide
eu que não vou ver.
Ne: hmph, folgado
venham meninos
**eles passam por toda essa vila, que é bem amigável e feliz, por mais que estejam no meio do nada
**eles passam após serem abordados por 3 mil vendedores de biscoito e água com gás
Ne: finalmente chegamos
*para na frente de uma enorme parede em uma abertura que era pra ser a porta da pirâmide
*tira mochila e coloca no chão
eu acho que ainda tenho o código
hmm.... vamos ver....
*puxa um caderno preto e quando ela abre da pra ver uns desenhos de flocos, de lanças e outras armas, e também da menina da foto e o que parecem ser os companheiros dela
*no meio disso tudo ela acha escrito #34718 escrito
aqui
*levanta
*estica o braço e faz a lança dnv
*começa a cortar quadradinhos no chão
H: isso me lembra muito chocolate e me deixou com fome
Ne: *corta 10 quadradinhos e depois vai pisando neles em ordem
3, 4, 7, 1 e 8
**abre um buraquinho no canto
L: ah legal vamos ter que nos esgueirar pra entrar aí
Ne: faz um tempo q eu não faço isso
*fecha os olhos
L e H: *percebem a Nevaska diminuindo de tamanho e ficando pequetitica
H: meu deus ela vai virar um anão
Ne: *vira uma literal raposa
*entra no buraco
L: o que cáceres foi isso
H: nao me pergunta
**parede cai
H: woooow
Ne: *volta a ser oq era antes
caminho aberto, não?
L: caraaaaca aí você manda das paradas hein?
Ne: isso não é nada
L: aí mané, você tem essa habilidade?
H: Não.
**entram em um lugar bem escuro, mas é um corredor com poucas luzes no fundo
Ne: aqui a gente provavelmente vai encontrar
**ouvem passos muito fortes que tremem o chão
Ne: ele.
H: ele?
L: ah ferrou, ele não
H: quem é ele???
L: EU SEI LA DEVE SER O ELVIS PRESLEY
**surge um golem de 4 metros de altura feito de areia você consegue perceber ele "pingando" areia pra todo lugar que ele anda
Ne: ...
oi?
Golem: OOOOOOOOOO
H: maluco virou um berrante
L: EITA.
Go: *da um socão neles
Ne: *levanta parede de gelo e defende
Go: *quebra a parede de gelo
OOOO
Ne: *aproveita a surpresa pra cortar ele no meio com a lança
TOMA ESSA BANHEIRO DE GATO
Go: UUUUUUUU *desintegra em areia
H: era isso?
Ne: não abaixem a guarda, quando a pirâmide ver que a gnt tá passando deles muito fácil, ela vai summonar uma porrada
L: HÃ?
**spawna um golem atrás do Lusk
Go: *junta as duas mãos e bate no Lusk de cima
Ne: LUUUUUUSK
H: meu deus ele foi enterrado
L: *aparece segurando a mão do bicho
mão... pesada... do... cacete....
Ne: ah é, ele é maromba
H: *puxa a espada e corta a mão do Golem q o lusk tava segurando
WOAH isso foi legal.
Go: *mao desintegra e cai em cima do lusk em formato de areia
L: QUAL FOI MANÉ AGORA EU VOU CHEIRAR A CACTOS
Go: *tenta dar um soco com a outra mão no Henry
Ne: *enfia a lança entre os dedos do Golem
..oi
*começa a girar e corta ela de dentro pra fora
Go: UUUUUUUUUU
H: mas que barulho irritante esse bicho faz
Ne: agora ele não tem mais mãos.
sem diversão pra ele.
L: ...
H: ....
**spawna um golem atras do Henry e levanta e segura ele
H: OH NOUS
Ne: CAFAJESTE
*corre na direção do Golem²
L: EI ME AJUDA AQUI
Go: *se joga no Lusk e prende ele
L: AAAAAAAAAAAAAAAAA
Ne: *corta mão que tava segurando o Henry do golem²
H: *cai no chão
Go²: OOOOOOO *vai socar o Henry
H: *puxa a espada e CORTA PERFEITAMENTE
*corta a cabeça e o braço com um corte só
Go²: UUOOOOOOO *desintegra
Ne: boa 👍
L: AAAAAAAA
Ne: *olha pro golem e ve o lusk sendo sufocado pelo bicho
AI MEU DEUS
*faz um mini tornado na mão
*joga no bicho
TORNADO NEVASCA
*tornado entra no bicho e explode ele
L: AAA
Ne: que foi tá tudo bem? você se machucou muito?
L: ENTROU AREIA NO MEU OLHO SEUS CAPACETES AAAAA
Ne: a caraca
H: eu achando que era algo sério
Ne: *faz uma pedrinha de gelo na mão, aperta ela e derrete ela com o calor humano
*passa no olho do lusk
tá melhor agora?
L: valeu
**sentem um vento muito forte
*ouvem de longe: UUUUUUUUUUUUUU
H: agora tá vindo o trem da alegria
**aparece um GOLEM GIGANTESCO ENORME
HGo: OOOOOOOOOOOOOOOOOO
Ne: agora eu vou precisar de vocês mais do que nunca
L: pode apostar
H: eu to aqui
Ne: *tem uns flashback meio estranho
todo mundo morreu naquela época mas eu espero fazer diferente agora...
HGo: *dá um ultra socão com a mão dele que é do tamanho de uma árvore
Ne: *aperta o olhar e enfia com TUDO a lança no meio dos dedos do golem
DAQUI VOCE NAO PASSA VIDRO FRIO
L: EEEEEEITA CAÇAMBA
H: AHAUSHSHSNSJENE
hGo: *desintegra um pouco da mão mas nada muito grande
OOOOOOOOO
H: *puxa a espada e pula em cima da mão do golem
CHEGA AI MANEZAO
*enfia a espada e corta um pouco do braço
hGo(é pq hiper golem): *joga o Henry pra fora
H: *cai mas é segurado pela Nevaska pra não se estabacar no chão
hGo: *da outro socão no Lusk
L: *segura sendo arrastado
GRRRR AÍ SEU AEROFÓLIO
SEGURA ESSA
*soca várias vezes o punho do Golem
hGo: *começa a soltar areia pelo braço inteiro
H: *sai correndo e corta 4 dedos do golem
hGo: UUUUUUUUUU
*vem com a outra mão dar um socão neles
Ne: *vai pra frente e faz uma algema de gelo prendendo o golem
hGo: *tenta chegar com os dedos pra perto da nevaska
H: *corta 3 dedos e deixa só o mindinho e o polegar
acho que esses aí pode ficar
Ne: LUSK AGORA
L: *puxa o arco horizontal
*aponta na cara do Golem
*faz uma corrente de ar em volta da flecha e atira
*flecha entra dentro do olho do golem e explode a cabeça dele
**cai areia pra todo lado
H: AEEEEE
Ne: isso foi incrível.
L: QUE MANEIRO EU NUNCA PENSEI EM SOCAR UM CARA GIGSNTE!
Ne: aí... vocês dois....
eu acho que depois dessa cooperação de agora
a gente já é considerado um grupo ne?
H: sim
L: Exatamente.
Ne: então observem, tem uma coisa que nós, da resistência fazemos
ou fazíamos, no meu caso
*coloca a mão no meio
agora vocês colocam a mão de vocês em cima
H: *coloca a mão em cima
L: *coloca a mão em cima da do Henry
Ne: pela ordem.
H: pela ordem.
L: pela ordem.
**levantam as mãos
Ne: vocês aprendem rápido
??: quem são vocês?
e o que estão fazendo aqui?
Ne: *olha pro lado e vê
*uma pessoa de olhos pretos, marcas roxas no rosto, e uma expressão não muito legal
Ne: ah eai, também veio ver o que tá rolando na pirâmide?
??: *estende a mão e lança uma rajada de energia em cima deles
Ne: *se segura
o que é isso
H e L: *saem voando um pouco
OOOOOOAAAAH
H: caraca quem invocou Katrina?
Ne: QUEM É VOCÊ
??: *vai pra cima da nevaska e da um SOCÃO na cara dela que joga ela pra trás
Ne: *cai no chão
ai essa pessoa é diferente das outras
{a quantidade de poder obscuro que essa pessoa emana é tanta que é difícil ver a aparência dela}
L: *consegue levantar
eita...
*olha pro lado
HÃ?
H: *olhando pra pessoa meio assustado
AAAAAA
*coloca a mão do lado direito da testa, onde tem aquela espiral (q eu mencionei no 1 ep)
Ghhhhh
L: HENRY O QUE FOI MANE
Ne: Henry?
H: *sangrando um pouquinho pela boca
Ne: o que cacetes tá acontecendo, QUEM É VOCÊ
??: ÷ ¢¶÷
Ne: ?????? QUE
L: isso só pode ser um pesadelo
H: *sente uma dor indescritível na espiral que parece algo saindo
*sente algo puxando ele...
*abre os olhos e ele nao tá mais na pirâmide...
{henry se vê no quintal da casa do doke}
H: ...
*entra na casa e procura o livro das raposas
*olha no vidro do relógio de pêndulo do Doke
...
*vê ele mesmo com marcas vermelhas escuro descendo da espiral e o olho direito da cor vermelha
...
Do: *entra em casa
°[•π?
H: o que cáceres tu tá falando
Do: *olha pro Henry
H: *ve o doke com um cordão estranho
*arranca o cordão dele
....
*sente ser teleportado
*volta pro mundo normal
OOOOO
*ve uma ventania gigante vindo na direção dele
o que tá acontecendo
L: *na frente dele
TU APAGOU TA ACHANDO QUE TA NA HORA DE DORMIR???
H: ... *se olha no reflexo da espada e vê as marcas vermelhas voltando pra dentro da espiral
tá.
NEVA
Ne: OOOOOI
H: *ve o cordão naquela pessoa
O CORDÃO
Ne: *percebe
*faz uma parede de gelo pra parar a ventania de empurrar ela mesma
??: *vai pra cima da nevaska e da um socão na parede de gelo quebrando ela inteira
Ne: *vai pra cima da pessoa com a lança
??: *defende a lança e joga a lança pro lado
Ne e ??: *caem no soco e golpes
??: *consegue ganhar e chuta Nevaska pra longe
L: merda
*levanta e sai correndo pra socar a pessoa
L e ??: *caem na porrada também mas
Ne: *entra junto contra a pessoa mas os dois perdem
H: *joga a espada atrás da pessoa e troca de lugar com a espada
*segura a pessoa por trás
VAI LOGO CACETE ARRANCA O CORDÃO
??: *tentando se soltar a todo custo
££££££££
Ne: *arranca cordão
H e ??: *caem no chão
**todo o poder obscuro dela sai do lugar e eles sentem um alívio gigantesco
...
Ne: Uuuufa
que alívio
L: *senta no chão
AAAA agora eu sinto que poderia cagar caso isso fosse uma privada.
H: *levanta e coloca a pessoa do lado
tá tudo bem?
*vê as marcas roxas e pretas indo pro cordão
Ne: olha essa merda
*coloca no chão e enfia a lança no meio do pingente do cordão
tem algo aí
??: *acorda
a oi bom dia meu deus o que rolou?
H: você foi consumido por alguma coisa
??: old
*levanta
{agora sim da pra ver quem é. uma pessoa de orelhas altas e amarelas, um cabelo metade preto metade laranja, um nariz bem fofinho e roupas comuns)
Ne: um feneco?
??: sim, essa sou eu
*pega um óculos redondo do bolso e bota
agora sim eu enxergo, oi! bom dia
L: qual o seu nome, lady
P: meu nome é ponce, mas você pode me chamar também de toggi
H: aí ó
Ne: pô, legal oq um feneco faz nas pirâmides?
P: eu vim investigar o que tá rolando aqui e apaguei
H: oh nous
Ne: então você também é da ordem?
P: entrei ante ontem mas não tenho um grupo ainda...
Ne: ...
H: ...
L: ...
H: ........hmmmm
Nevaska?
Ne: .......
P: o q foi?
L: ...
*cutuca a Nevaska
fala alguma coisa cárceres
Ne: ... beh vc quer entrar pro nosso grupo da ordem?
P: vocês também são da ordem né? que estranho
H: pq estranho?
P: meh, nada
eu aceito, se eu não for encher o saco
Ne: tá
P: ai
L: mas que legal
H: alias oq rolou com a pirâmide
P: *aponta pro fundo da pirâmide
a porta que dá pro faraó e as múmias tá bloqueada por uns tentáculos roxos
H: ...
L: teremos que ir lá
P: primeiro, qual o nome de vocês
Ne: Nevaska
P: você, moço da voz bonita
L: EU? eu sei que minha voz é elegante e gostosa, mas não precisa fala-
H: meu nome é Henry
L: *olha e vê que a ponce tá apontando pro Henry
ah
P: e tu?
L: eu sou o Lusk. um cara que-
**sentem outra onda de energia obscura vindo do fundo da pirâmide
Ne: *olha lá no fundo e vê algo vindo na direção deles
**passa um cara voando e bate na parede
??: aii...
**e todo mundo reconhece na hora. é o faraó
Ne: FARAÓ?????
Fa: ai... {uma voz grossa} tem algo de errado aqui.
*cai no chão apagado
Ne: puts
L: o cara morreu.
P: ...gente
Ne: oq?
H: o que fo-
**olham lá pro fundo e veem uma silhueta, que os únicos resquícios de luz do fundo mostravam, um ser branco, enrolado, com alguma coisa, e os seus olhos aparentes, andando, cambaleando, e mostrando dominancia.
**exatamente, todos reconhecem, de uma vez só. uma das múmias da pirâmide, a mais antiga, a protagonista de todas as lendas preescritas naa paredes. ela voltou a vida, e com muito ódio, uma energia obscura emana dela, seus olhos vermelhos agora emanam força e poder.
*todos se vêem de frente a algo muito maior que pode estar acontecendo em Naji *a múmia olha pra eles, diretamente, levanta a mão direita, aponta pra eles, e diversas faíscas levantam do chão, iluminando toda a escuridão do lugar, mostrando que agora a batalha é em outro patamar
Ne: gente... se preparem
**o primeiro passo...?
só no próximo episódio :D
NO PRÓXIMO EPISODIO DE NAJIYU
Ep 6 - A grande lenda ressurge, um perigo muito maior pra todos nós!
°
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2020.09.07 10:30 OutsiderofDarkLand Zé Luís quer "convencer" Sérgio Conceição

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/porto/noticias/ze-luis-nao-a-arabia-dois-pretendentes-e-um-objetivo-claro-no-fc-porto-12698139.html
Avançado já treina hoje no Olival, depois de ter estado em isolamento profilático devido a um contacto de alto risco com um infetado com covid-19, e nem quer ouvir falar em propostas.
Dois dias depois de o FC Porto ter vendido Fábio Silva ao Wolverhampton, Zé Luís apresenta-se no Olival para iniciar os trabalhos de pré-época apostado a reconquistar Sérgio Conceição, depois de uma etapa final de temporada fora das opções.
Por isso, o avançado nem sequer quer ouvir falar do mercado. O interesse do Celta de Vigo e do Besiktas não é mera especulação, contudo a prioridade do cabo-verdiano é o FC Porto, garantiu a O JOGO fonte próxima do atleta. Zé Luís falhou as duas primeiras semanas de preparação, por estar em isolamento profilático devido a um contacto de alto risco com um infetado com covid-19, e agora vai ter de correr atrás do "prejuízo", uma vez que está atrasado em relação aos companheiros, apesar de não ter estado parado - treinou em casa como tinha feito antes - neste seu período de confinamento.
Zé Luís fez vários testes à covid-19 - o último dos quais na sexta-feira - e todos deram negativo, mas só agora, cumprida a quarentena obrigatória para estes casos, é que a Direção Geral de Saúde o autorizou a apresentar-se ao serviço. Segundo O JOGO apurou, Zé Luís regressa ao Olival muito motivado e disposto a agarrar uma oportunidade. O avançado quer ganhar novamente o seu espaço no FC Porto e, nesta fase, não está disposto a ouvir propostas, tendo inclusive declinado já uma de emblema árabe.
A SAD azul e branca não fecha as portas à sua saída, mas só mediante uma boa oferta que ajude a recuperar parte significativa dos 12,2 milhões de euros investidos há um ano. O que não será fácil, atendendo até que Zé Luís está a caminho dos 30 anos e que Celta de Vigo e Besiktas, os clubes que lhe têm sido apontados, não terão grande capacidade financeira.
Para já, certo é que Zé Luís vai começar a trabalhar no Olival, onde já não estará Fábio Silva, mas onde vai encontrar um novo concorrente de peso: Taremi, o mais recente reforço dos dragões e que na época passada fez 21 golos pelo Rio Ave.
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2020.08.21 22:15 angry_shoebill A Estrela - Arthur C. Clarke

A Estrela (Arthur Charles Clarke)
Estamos a 3.000 anos-luz do Vaticano. Um dia, acreditei que o espaço não tinha poderes sobre a fé, assim como acreditava que os céus proclamariam a glória da obra de Deus. Agora, já vi essa obra e minha fé se encontra seriamente abalada. Olho para o crucifixo, suspenso na parede da cabine, acima do computador Mark VI, e pela primeira vez em minha vida me pergunto se não será um símbolo vazio.
Ainda não contei a ninguém, mas a verdade não pode ser escondida. Os fatos estão lá para todos lerem, registrados em quilômetros sem conta de fita magnética e nos milhares de fotografias que transportamos de volta à Terra. Outros cientistas poderão interpretá-las tão facilmente quanto eu, e não serei eu quem vai compactuar em ocultar a verdade, fato quase sempre responsável pela má fama da nossa ordem nos velhos dias.
A tripulação já se encontra suficientemente deprimida e não sei como eles aceitarão esta ironia final. Poucos dentre eles possuem qualquer tipo de fé religiosa e, no entanto, não encontrarão prazer em usar essa arma final em sua campanha contra mim. Aquela guerrinha particular, bem-humorada, mas de fundamental importância, que transcorreu durante todo o caminho desde a Terra. Eles achavam divertido ter um jesuíta como astrofísico-chefe: o Dr. Chandler, por exemplo, nunca se acostumou com isso (por que será que os médicos são tão ateus?). Algumas vezes ele me encontrava no convés de observação, onde as luzes eram sempre reduzidas, de modo a que as estrelas pudessem brilhar em toda a sua glória. Ficava ao meu lado na penumbra, olhando através da grande janela oval para os céus que se moviam lentamente à nossa volta, enquanto a nave girava, com a rotação residual, que nunca nos incomodaríamos em corrigir.
– Bem, padre – dizia ele, afinal -, parece prolongar-se para sempre, não? Talvez alguma coisa o tenha criado. Mas como pode acreditar que essa alguma coisa tenha um interesse especial por nós e nosso mundinho miserável, nunca poderei entender.
E a discussão começava enquanto, lá fora, estrelas e nebulosas giravam em seus arcos eternos e silenciosos, além do plástico claro e sem falhas da vigia de observação.
Acredito que, em grande parte, era a aparente incongruência de minha posição que fazia a tripulação achar a coisa tão divertida. Seria inútil eu chamar a atenção para os meus três artigos publicados no jornal de Astrofísica ou os cinco no Noticias Mensais da Real Sociedade Astronômica. Lembrava-lhes que a minha ordem era famosa há muito tempo por seus trabalhos científicos. Nós podemos ser poucos agora, mas desde o século XVIII temos feito contribuições à astronomia e à geografia que parecem fora de proporção com o número de nossos quadros. Será que meu relatório sobre a nebulosa Fênix vai pôr fim a nossos mil anos de história? Porá fim, receio, a muito mais que isso.
Não sei quem deu esse nome à nebulosa, que me parece muito inadequado. Se contém alguma profecia, é coisa que não será verificada durante vários bilhões de anos. Mesmo a palavra nebulosa é um engano: trata-se de um objeto muito menor do que aquelas estupendas nuvens de poeira – a matéria-prima das estrelas ainda por nascer – que se espalham ao longo da Via-Láctea. Na escala cósmica, de fato, a nebulosa Fênix é algo pequeno – uma tênue concha de gás envolvendo uma única estrela…
Ou o que sobrou de uma estrela …
O retrato de Loyola feito por Rubens parece zombar de mim, suspenso ali, acima dos registros do espectrofotômetro. O que tu terias feito, padre, com este conhecimento que veio às minhas mãos, tão longe do pequeno mundo que foi todo o universo que conheceste? Teria tua fé se erguido ante o desafio onde a minha falhou? Teu olhar se perde na distância, padre, mas eu viajei por uma distância além de qualquer uma que pudeste ter imaginado ao fundar a nossa ordem, há mil anos. Nenhuma outra nave de pesquisa esteve tão longe da Terra. Encontramo-nos nas fronteiras do universo explorado. Partimos para encontrar a nebulosa Fênix, tivemos sucesso e agora voltamos com o peso de nossos conhecimentos. Quisera eu poder erguer esse peso dos meus ombros, mas é em vão que te chamo através dos séculos e anos-luz que nos separam.
No livro que seguras, as palavras são nítidas:
AD MAIOREM DEI GLORIAM, diz a mensagem, mas é uma mensagem em que não mais posso crer. Poderias ainda acreditar nela se pudesses ver o que encontramos?
Nós sabíamos, é claro, o que era a nebulosa Fênix. Apenas em nossa galáxia, a cada ano, mais de 100 estrelas explodem, queimando durante algumas horas ou dias com milhares de vezes o seu brilho normal antes de mergulharem na morte e na obscuridade. Essas são as novas normais, desastres comuns no universo. Já gravei espectrogramas e curvas de luminosidade de dúzias delas, desde que comecei a trabalhar no observatório lunar.
Mas três ou quatro vezes a cada mil anos ocorre alguma coisa, ao lado da qual até mesmo uma nova empalidece na total insignificância.
Quando uma estrela se torna supernova, ela pode brilhar brevemente mais que todos os sóis reunidos na galáxia. Os astrônomos chineses observaram isso acontecer no ano 1054 d.C. sem conhecerem a razão do que viam. Cinco séculos depois, em 1572, uma super-‘ nova explodiu na constelação de Cassiopéia, tão brilhante que podia ser vista à luz do dia. E houve mais três durante os mil anos que se passaram desde.então.
Nossa missão era visitar o remanescente de semelhante catástrofe, tentando reconstruir os eventos que haviam conduzido a ela para, se possível, aprender sua causa. Entramos lentamente através das conchas concêntricas de gás que haviam sido lançadas para fora há seis mil anos e ainda se expandiam. Ainda estavam imensamente quentes, irradiando mesmo agora numa violenta luz violeta, mas eram demasiado tênues para nos causar qualquer dano. Quando uma estrela explode, suas camadas externas são impulsionadas para fora com tamanha velocidade que escapam completamente ao seu campo gravitacional.
Agora formavam essa concha oca, grande o suficiente para envolver mil sistemas solares. Em seu centro queimava o objeto pequeno e fantástico em que a estrela se tornara. Uma anã branca, menor do que a Terra e no entanto pesando um milhão de vezes mais.
As conchas de gás luminoso nos envolviam banindo a noite normal do espaço ínterestelar. Voávamos para o centro de uma bomba cósmica que detonara há milênios, e cujos fragmentos incandescentes ainda se expandiam. A imensa escala da explosão e o fato de que os resíduos já cobriam um volume de espaço com muitos bilhões de quilômetros de diâmetro roubavam à cena qualquer movimento visível. Levaria décadas para que a visão pudesse discernir qualquer movimento nesses tortuosos filamentos e redemoinhos de gás. E, no entanto, o sentimento de uma expansão turbulenta era irresistível.
Havíamos verificado nossa direção básica horas atrás e agora flutuávamos lentamente rumo à pequenina e fogosa estrela à nossa frente. Ela já fora um sol como o nosso, mas consumira em algumas horas toda a energia que a teria mantido brilhando por um milhão de anos. Agora se tornara avarenta e encolhida, reunindo seus recursos como se tentasse compensar os excessos de uma juventude perdulária.
Ninguém esperava seriamente que pudéssemos encontrar planetas. Se houvesse existido algum antes da explosão, teria sido cozido em sopros de vapor e sua substância dissolvida em meio aos resíduos da estrela. Ainda assim fizemos a busca automática, como sempre fazemos ao nos aproximarmos de um sol desconhecido. Dentro em pouco localizamos um mundo pequeno, circundando a estrela a imensa distância. Ele devia ter sido o Plutão desse desaparecido sistema solar, orbitando nas fronteiras da noite. Demasiado afastado do sol central para jamais ter conhecido a vida, sua distância salvara-o do destino que consumira todos os seus companheiros.
A passagem do fogo queimara suas rochas, dissolvendo o manto de gás congelado que devia cobri-lo nos dias anteriores ao desastre. Nós pousamos e descobrimos a Cripta.
Seus construtores se haviam assegurado de que isso ocorreria. O marco monolítico erguido acima da entrada não passava agora de um toco fundido, mas mesmo nossas fotos de longa distância já nos revelavam existir ali o trabalho de uma inteligência. Pouco depois detectamos o padrão de radioatividade, amplo como um continente, que fora embutido na rocha. Mesmo que o pilar acima da Cripta tivesse sido destruído, essa energia teria permanecido, um eterno e irremovível farol acenando para as estrelas. Nossa nave mergulhou como uma flecha em direção a esse gigantesco alvo.
O pilar devia ter uma altura de I,5 km quando foi construído. Agora parecia uma vela que se derretera até formar um monte de cera. Levamos uma semana para perfurar a rocha fundida, já que não tínhamos ferramentas adequadas para essa tarefa. Éramos astrônomos, não arqueólogos, mas podíamos improvisar. Nosso propósito original fora esquecido: esse monumento solitário, erguido com tamanho esforço à maior distância possível do sol condenado, só poderia ter um significado. Uma civilização que tinha consciência de seu fim próximo fizera ali seu último apelo à imortalidade.
Examinar todos os tesouros depositados na Cripta será trabalho para gerações. Eles tiveram muito tempo para se preparar, já que seu sol deve ter dado os primeiros avisos muitos anos antes da detonação final. Tudo o que desejavam preservar, todos os frutos de seu gênio, eles depositaram ali, naquele mundo distante, dias antes do fim, na esperança de que alguma outra raça os encontrasse, para que não fossem inteiramente esquecidos. Teríamos nos portado desse modo? Ou teríamos nos perdido em nossa própria autocomiseração, incapazes de pensar num futuro que nunca poderíamos ver ou compartilhar?
Se ao menos eles tivessem tido um pouco mais de tempo … Podiam viajar livremente entre os planetas de seu próprio sol, mas ainda não haviam aprendido a cruzar os golfos interestelares, e o sistema solar mais próximo encontrava-se a 100 anos-luz de distância. Mas mesmo que possuíssem o segredo do impulso transfinito, não mais que uns poucos milhões poderiam ter sido salvos. Talvez tenha sido melhor assim.
Mesmo que eles não fossem tão perturbadoramente humanos, como revelam suas esculturas, não poderíamos deixar de admirá-los e lamentar seu destino. Eles deixaram milhares de registros visuais, juntamente com minuciosas máquinas para projetá-los. Havia instruções ‘pictóricas, de modo que não fosse difícil aprender a sua linguagem escrita. Temos examinado muitas dessas gravações, trazendo de volta à vida, pela primeira vez em seis mil anos, todo o calor e a beleza de uma civilização que, em muitos aspectos, deve ter sido bem superior à nossa. Talvez eles tenham deixado apenas seu lado melhor, mas ninguém poderá condená-los por isso. Seus mundos, contudo, eram adoráveis e suas cidades, erguidas com uma graça que iguala qualquer coisa já feita pelo homem. Nós os observamos no trabalho e nas diversões, ouvimos sua linguagem musical soando através dos séculos. E uma cena permanece ante meus olhos. Um grupo de crianças numa praia de estranha areia azul, brincando nas ondas como as crianças brincam na Terra. Há uma fileira de árvores exóticas, que lembram chicotes, ao longo da praia, e algum animal muito grande aparece, atravessando os baixios, sem atrair atenção.
Mergulhando no mar, ainda cálido e generoso, vemos o sol que logo se tornaria traidor, apagando toda essa felicidade inocente.
Talvez se não estivéssemos tão longe de casa, e portanto tão vulneráveis à solidão, não ficássemos tão profundamente comovidos. Muitos de nós já observaram as ruínas de antigas civilizações em outros mundos, mas elas nunca nos afetaram tão profundamente. Essa tragédia era única. Uma coisa é uma raça falhar e morrer, como nações e culturas já o fizeram na Terra. Mas ser destruída tão completamente, em pleno ápice de seu desenvolvimento, sem deixar qualquer sobrevivente – como tal coisa poderia conciliar-se com a misericórdia divina?
Meus colegas já perguntaram isso e eu dei as respostas que pude. Talvez tivesses feito melhor, padre Loyola, mas nada encontrei no Exercitia Spiritualia que me ajudasse nessa tarefa. Eles não eram gente má: não sei que deuses adoravam, se é que adoravam algum. Mas tenho olhado para eles através do abismo dos séculos e vi a beleza que preservaram em seu último esforço sendo de novo trazida à luz de seu sol encolhido. Eles poderiam ter-nos ensinado tanto. Por que foram destruídos?
Conheço as respostas que meus colegas darão quando estiverem de volta à Terra. Dirão que o universo não possui propósito ou plano, e que de vez que 100 sóis explodem, a cada ano, em nossa galáxia, neste exato momento alguma raça está morrendo nas profundezas do espaço. Se essa raça fez o bem ou o mal durante sua existência, não faz qualquer diferença no final. Não há justiça divina porque não existe Deus.
É claro que o que vimos não prova nada disso. Qualquer um que assim afirme está sendo influenciado pela emoção, não pela lógica. Deus não necessita justificar suas ações perante o Homem. Ele, que construiu o universo, pode destruí-lo quando quiser. Constitui arrogância – perigosamente próxima da blasfêmia – pensar que podemos dizer o que Ele pode ou não fazer.
Isso eu teria aceito, não importando quão dolorosa fosse a perspectiva de mundos inteiros, juntamente com seus povos, sendo lançados em fornalhas. Mas chega um ponto em que até mesmo a mais profunda fé pode vacilar, e agora, quando olho para os cálculos colocados diante de mim, percebo que afinal cheguei a esse ponto.
Não podíamos dizer, antes de alcançar a nebulosa, há quanto tempo ocorrera a explosão. Agora, partindo da evidência astronômica e dos registros nas rochas daquele único planeta sobrevivente, fui capaz de datá-la com precisão. E sei em que ano a luz desse incêndio colossal chegou à Terra. Sei o quanto essa supernova, cujo cadáver agora se apaga atrás de nossa nave em aceleração, deve ter brilhado nos céus da Terra. Sei como deve ter fulgurado, baixa sobre o horizonte do leste, antes do nascer do Sol, como um farol na alvorada oriental.
Não pode haver mais dúvida. O mistério ancestral foi finalmente solucionado. E no entanto, ó Deus!, havia tantas estrelas que poderias ter usado. Qual a necessidade de lançar essas pessoas ao fogo para que o símbolo de sua morte pudesse brilhar acima de Belém?
Traduzido por Carlos Cardoso
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2020.08.10 02:17 YatoToshiro Fate/Gensokyo #53.5 Jeanne d'Arc Alter (Fate/Grand Order) Parte 2


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Orleans: The Wicked Dragon Hundred Years 'War
Jeanne Alter é criada por Gilles de Rais (Caster) através do poder do Santo Graal, como uma versão de Jeanne d'Arc distorcida por seu ódio pela França e por Deus. Após sua criação, ela convoca o Chevalier d'Eon, Vlad III, Atalanta, Santa Martha e Carmilla enquanto adiciona o Melhoramento Louco para transformá-los em Servos Furiosos. Ela ordena que destruam a França, declarando que Deus perdoará todas as suas transgressões. Ela também diz que está tudo bem se Deus os punir, pois sua campanha destrutiva é um meio de provar a existência e o amor de Deus. Gilles então traz Pierre Cauchon antes dela. Jeanne Alter furiosamente o lembra do ridículo que ela suportou durante a vida. Ela também zombeteiramente diz a ele para dizer a todos que a malvada Jeanne d'Arc está aqui e rugir como um leão valente. Ela diz que sua fé é frágil e o acusa de ser um herege por implorar a uma bruxa que o poupe, quando ele implora a ela que poupe sua vida. Ela então começa a queimá-lo vivo até que nada mais reste. Ela então ordena que seus servos destruam a França novamente, começando com Orleans. Depois de explicar a seus Servos que agora são Servos Furiosos, Jeanne Alter declara que a humanidade não tem valor, pois falhou em provar seu amor a Deus. Ela decide que a bandeira deles será dragão quando Gilles diz que eles precisam de um símbolo para se reunir, citando sua conexão com dragões. Posteriormente, as forças de Jeanne Alter conquistaram Orleans, matando Carlos VII no processo. Durante o curso de sua campanha, Jeanne Alter e suas forças destroem muitas cidades e matam muitas pessoas. Um dos mais proeminentes é Lyon, onde Jeanne Alter derrotou e amaldiçoou seu protetor, Siegfried.
Jeanne Alter e seus servos eventualmente encontram Ritsuka, Mash Kyrielight e Jeanne quando chegam no recentemente destruído La Charite. Ela zomba de Jeanne e se declara a outra "ela". Ela chama a resposta para a pergunta de Jeanne sobre por que ela destruiu a cidade óbvia, já que ela está destruindo a França. Ela então pergunta que queria salvar a França e seu povo, apesar de saber que eles iriam ridicularizá-la e traí-la. Enquanto Jeanne hesita em responder, Jeanne Alter declara que não será mais enganada ou traída. Ela confessa que não consegue mais ouvir a voz de Deus, e interpreta isso como um sinal de que a França não é mais abençoada por ele. Assim, ela destruirá o país de acordo com Sua dor. Ela declara que salvará a França transformando-a na terra dos mortos. Ela diz a Jeanne que não conseguia entender, acusando-a de ser uma virgem sagrada que finge não ver ódio e alegria e é incapaz de crescimento humano. Ela começa a atear fogo no console do Archaman Romani quando ele diz que o crescimento humano dos Servos seria classificado como Espíritos Heróicos. Jeanne pergunta se ela realmente é "ela", mas Jeanne Alter apenas zomba de suas dúvidas. Ela chama Jeanne de nada mais do que o resíduo que ela jogou fora. Ela então ordena que Vlad e Carmilla a matem. Quando Maria Antonieta intervém, Jeanne Alter pede a D'Eon que confirme sua identidade. Ela diz a Marie que ela é inadequada para participar da batalha porque ela viveu uma vida de luxo, e morre sem saber o que aconteceu. Ela se pergunta se Marie pode entender seu ódio. Depois que o grupo escapa quando Mozart repele Vlad e Carmilla com Requiem for Death, Jeanne Alter ordena que Martha os siga e observe. Ela diz a Vlad que Martha ficará bem sozinha, já que seu Nobre Fantasma pode ser destruído. Mas ela concorda que precisa ser cuidadosa e decide retornar a Orleans para convocar servos adicionais. Ela então ordena que Vlad, Carmilla e D'Eon continuem destruindo a França, e sai dizendo a eles que até mesmo os anti-heróis têm dignidade.
Mais tarde, Jeanne Alter convoca Charles-Henri Sanson e Lancelot quando ela retorna a Orleans. Ela fica sabendo da morte de Martha, perguntando-se se ela cometeu suicídio, e irritada por manter sua sanidade, apesar de seu Melhoramento Maluco. Ela acha mais provável que tenha lutado com todas as suas forças, então eles não podem baixar a guarda. Ela afirma que partirá com "ele" na próxima vez. Ela diz que vai deixar os Servos recentemente convocados, então ordena que Gilles contate Carmilla. Ela então pergunta a ele quem ele pensa ser a verdadeira Jeanne, ela ou Jeanne, ao que ele responde. Depois que Gilles a lembra da traição e do ridículo que ela sofreu na vida, Jeanne Alter declara que tudo foi um erro que deve ser corrigido. Ela concorda com Gilles que sua vingança é justa, dizendo que suas palavras lhe dão força. Ela então ordena que Sanson e Lancelot montem em seus wyverns e partam com ela. Mais tarde, ela confronta o grupo nas ruínas de Lyon, após resgatar Siegfried. Ela então ordena que seu dragão pessoal, Fafnir, os incinere, mas ele bloqueia a Luminosité Eternelle de Jeanne e o Lorde Chaldeas de Mash. Ela é forçada a recuar quando Fafnir é atingido por Balmung. Depois de se retirar para o céu, ela ordena que Sanson e Lancelot matem o grupo, dizendo que Carmilla se juntará mais tarde.
Jeanne Alter posteriormente ataca a cidade protegida por Georgios com Sanson enquanto seus cidadãos ainda estão sendo evacuados. Depois que Marie derrotou Sanson, Jeanne Alter achou engraçado que aqueles com maior potencial foram os primeiros a cair. Ela está irritada por Jeanne já ter escapado com Georgios e acha ridículo que ganhar um Servo deu esperança a Jeanne. Ela então pergunta a Marie por que ela está tentando salvar os cidadãos, embora ela tenha sido decapitada por seus próprios cidadãos. Marie responde que sua morte foi inevitável porque ela não era mais necessária para o povo. Ela então pergunta a Jeanne Alter quem ela é, mas Jeanne Alter também diz a ela para calar a boca. Ela então ativa o Palácio de Cristal e luta contra Jeanne Alter, que ela acaba perdendo.
Voltando para Orleans, Jeanne Alter confirma que Marie morreu e pergunta a Gilles sobre a condição de Sanson. Ele responde que a mente de Sanson pereceu com Marie, dizendo que ele só está apto para ser um soldado de infantaria agora. Jeanne Alter está aborrecida porque Georgios escapou graças ao fato de Marie a estar segurando. Ela começa a pedir para encontrar o grupo quando D'Eon interrompe para relatar que o grupo está indo para Orleans. Jeanne Alter ordena que eles se preparem para a batalha e Gilles para reunir os dragões e servos. Ela declara que o mundo será destruído se eles vencerem, e mesmo se eles perderem, o mundo já se foi. Ela também diz que, mesmo que Caldéia corrija a era, uma jornada sem fim pela frente. Apesar disso, eles e Jeanne ainda têm fé no mundo, para grande aborrecimento de Jeanne Alter. Ela decide destruir o grupo por esse motivo, não querendo que eles restaurem o mundo, dizendo que é o desejo dela e de Gilles.
Jeanne Alter e suas forças confrontam o grupo enquanto eles marcham em direção a Orleans. Ela diz a Jeanne que eles são iguais, mas Jeanne rejeita firmemente essa ideia. Ela então exibe a horda de dragões com ela, declarando que eles devorarão tudo na França. Depois, os dragões lutarão e se devorarão em uma guerra sem fim. Ela fica chocada quando o General Gilles de Rais chega com seu exército e começa a bombardear os dragões com artilharia. Depois que seus servos e Fafnir são mortos na batalha, Jeanne Alter é convencida por Gilles a retornar ao castelo.
Dentro do castelo, Jeanne Alter ordena que Gilles a defenda enquanto convoca um novo Servo. Ela concorda com sua sugestão de convocar o Rei Arthur, embora duvide que um cavaleiro inglês responda a sua convocação. Quando Ritsuka, Mash e Jeanne chegam na sala do trono, ela fica surpresa que eles chegaram mais rápido do que o esperado, então ela não precisa modificar a convocação. Jeanne pergunta se ela se lembra de sua família, mas Jeanne Alter não consegue se lembrar. Descobrindo que não importa se ela se lembra ou não, ela invoca Servos das Sombras e ordena matar o grupo. Depois de destruídos, ela luta contra o grupo pessoalmente. Ela é derrotada, mas se recusa a acreditar que perdeu porque tem o Graal. Quando ela começa a morrer, ela diz a Gilles que ela ainda não destruiu a França. Ela fica consolada quando Gilles diz que destruirá a França em seu lugar. Ela então desaparece, revelando que o Graal era seu centro.
Da Vinci and The Seven Counterfeit Heroic Spirits
Como seu conceito já existia, Jeanne Alter nunca foi verdadeiramente destruída na Singularidade de Orleans. Já que Gilles de Rais, que a desejou, e o Santo Graal, que fez isso acontecer, foram mortos e capturados, as chances de ela ser convocada novamente eram infinitesimais. No entanto, ela foi capaz de invocar-se invertendo o desejo de Jeanne d'Arc de não ter uma versão alterada de si mesma. É uma técnica de quebra de regras que só foi possível graças à popularidade de Jeanne como Espírito Heroico. Insatisfeita por ser uma falsificação, Jeanne Alter procurou superar seu eu original. Usando o Louvre como base e querendo vingança por Orleans, ela cria versões falsificadas de Alexandre, Hector, Siegfried, Arash, Arjuna, Gilles de Rais, Brynhild com o propósito de superar seus originais. Ela também deu a cada um deles histórias de fundo específicas centradas em torno dela por um desejo inerente de ser o protagonista. Continuando com seu plano que começou desde a Singularidade de Orleans, ela além disso melhorou seus valores de Saint Graph por meio do Counterfeits ’Riot, tornando-se publicamente uma Serva. Com relação à convocação dos Espíritos Heróicos Falsificados, em algum momento durante o período do Motim das Falsificações, parece que Jeanne Alter queria esquecer todas as suas existências exceto a dela.
Eventualmente, Jeanne Alter localizou Ritsuka, Mash, Leonardo da Vinci e EMIYA, que procurava impedir sua falsificação. Eles a encontram sendo desconfortavelmente abraçada pela falsificada Brynhild. Ela os elogia por localizá-la, presumindo que eles seguiram os rastros deixados pelas falsificações. Ela chuta Brynhild para longe, apenas para ela rastejar de volta. Ela explica que o comportamento de Brynhild inadvertidamente resultou de seu desejo de que um de seus sete seguidores fosse mulher. Pedindo ao grupo para ignorar Brynhild, ela revela as circunstâncias de seu retorno. Ela aceita que é uma falsificação da Jeanne original, mas ainda quer superá-la, pois Da Vinci especulou com razão. Ela continua que, embora seja uma falsificação, não há regras dizendo que ela não pode fazer nome para si mesma no mundo. Ela continua ainda que as pessoas imaginam que a morte de Jeanne justificaria sua vingança, declarando-se um aspecto de Jeanne. Portanto, como ela nasceu do ódio e da intenção assassina, Jeanne Alter é uma Anti-Herói e uma Serva da classe Vingador. Ela então ordena que Brynhild ataque o grupo. Ela nega a dedução da EMIYA de que a maioria de seus Servos falsificados eram homens pelo desejo inconsciente de ser o protagonista, apontando Brynhild. Mash suspeita que ela queria uma amiga, mas Jeanne Alter nega. Ela afirma que os Servos falsificados eram meramente peões dispensáveis, então luta contra o grupo com Brynhild. Depois que Brynhild é derrotada, Jeanne Alter se culpa por ser incapaz de convocar Brynhild da forma adequada. Ela presume que Brynhild vai culpá-la antes que ela morra, como ela presume que os outros morreram. No entanto, Brynhild diz que ela e as outras falsificações desfrutaram de seu tempo com ela antes de desaparecer. Jeanne Alter afirma que as falsificações foram um peão criado para sua diversão, mas Da Vinci a repreende por não perceber seus verdadeiros sentimentos. Ela explica que as falsificações já ultrapassavam os originais e estavam sinceramente se divertindo, apesar de serem falsas. Ela continua que eles tiveram cuidado e preocupação genuínos por Jeanne Alter. Isso confunde Jeanne Alter, pois ela não consegue entender por que alguém se importaria com uma garota vingativa como ela. Da Vinci diz a ela para abraçar seu desejo de vingança e seu papel como Anti-Herói para se tornar uma Serva completa. Jeanne Alter hesita com a ideia de ser convocada quando Ritsuka diz que eles a aceitariam. Depois de um longo período de reflexão, ela aceita seu complexo de inferioridade para com Jeanne e seu desejo de ser desejada. Ela aceita que seu ódio nunca cessará e ela sempre será uma Vingadora, não importa quantas vidas ela salve. No entanto, apesar de tudo isso, ela diz que responderá à convocação de Ritsuka. No entanto, ela começa a lutar contra o grupo por vingança por eles terem derrotado suas falsificações. Depois de ser derrotada, ela diz que se divertiu. Ela revela que seu eu futuro formará um vínculo com Ritsuka enquanto seu eu atual desaparecerá. Ela assume que seu eu futuro não terá memórias de ser um Espírito Heróico falsificado, então o atual queria criar pelo menos uma memória. Ela diz a Ritsuka para assumir a responsabilidade por seu futuro eu e se despede deles antes de desaparecer.
Salomon: The Grand Time Temple
Jeanne Alter está entre os Servos do "evento especial" ajudando a Caldéia contra os Pilares do Deus Demônio.
Shinjuku: The Malignant Quarantined Demonic Realm
Jeanne Alter estabelece seu próprio território em Shinjuku após sua convocação após formar uma trégua com Artoria Alter para se deixarem em paz. Em algum ponto, ela foi gravemente ferida por Baal disfarçada de James Moriarty, forçando-a a se retirar para o esgoto. Mais tarde, ela tenta incinerar o verdadeiro Moriarty quando ele se intromete em seu território. Ela é mais tarde atacada por EMIYA Alter sob as ordens de Baal, irritada por ele ter transformado uma espada em uma arma moderna. Ela então liberta La Grondement Du Haine em uma tentativa de destruí-lo, mas para sua irritação, ele usou um escudo para bloqueá-lo e escapar. Tendo se esforçado demais com aquele ataque, ela desmaia e espera para desaparecer. Ela se pergunta se alguém vai roubá-la e jogá-la no rio ou contaminá-la enquanto ela desaparece. No entanto, ela é salva pela chegada de Ritsuka, Moriarty e Artoria Alter. Depois de se insultar, Jeanne Alter pergunta por que ela veio, uma vez que eles tinham trégua para se deixarem em paz. Artoria Alter responde que não é mais o caso e se gaba de ter um Mestre, segundo a crença de Jeanne Alter. Ela assume que seu Mestre é totalmente incompetente até que Ritsuka se apresente como dito Mestre. Ela pede a Ritsuka para deixá-la se juntar a eles, alegando que ela é uma Serva melhor do que Artoria Alter ou Moriarty. Ela falha em detalhes de como ela é melhor do que eles quando os inimigos chegam em cena, tendo sido atraída pelo cheiro de seu Nobre Fantasma. Após a batalha, ela pergunta a Mash por que ela não os está ajudando como um Shielder. Mash responde que ela está atualmente em licença de serviçal devido a certas circunstâncias, o que decepciona Jeanne Alter, já que Mash é seu último bastião de defesa. Ela se lembra de Mash se recusando a soltar seu escudo enquanto segurava as lágrimas de medo. Por causa disso, ela assume que Mash é um ser humano melhor do que ela, já que ela realmente sente medo. Artoria Alter a acusa de tentar roubar Mash, explicando que ela é um de seus cavaleiros já que Galahad a está possuindo. Jeanne Alter conta que ela pode fazer o que quiser, já que Mash não é Galahad. Ela então tenta incinerar Moriarty, assumindo que foi ele quem a feriu tão gravemente. Ela pára quando Ritsuka diz que pode confiar em Moriarty, pois foi outro ele quem a atacou. Mas, como os outros, ela não pode confiar nele. Mesmo assim, ela permite que ele os acompanhe quando Da Vinci diz que Moriarty arriscou a vida para proteger Ritsuka. Ela se irrita por Artoria Alter não permitir que ela os acompanhe, dizendo que ela tem os mesmos direitos que Moriarty. Ela então nota as roupas de Artoria Alter e pergunta por que ela as escolheu. Artoria Alter responde que um bom criado sempre se veste de acordo com sua localização. Em resposta, Jeanne Alter revistou as ruínas de uma boutique próxima sob o pretexto de que era suspeita. Ela retorna e cerca os outros e Hessian Lobo com as chamas de seu Nobre Phantasm no sinal de Moriarty para impedir a fuga de Hessian Lobo. No entanto, o grupo não consegue matá-lo e ele escapa. Jeanne Alter e Artoria Alter percebem que Moriarty pretende ter como alvo o Fantasma da Ópera e Christine Daaé em seguida. Eles então se preparam para lutar entre si até que Moriarty convença a atrasar até que Phantom e Christine estejam mortos.
Após o retorno do grupo ao esconderijo de Artoria Alter, Jeanne Alter expressa sua repulsa por ele e por Cavall II. Ela espera que Ritsuka dê sua opinião sobre sua nova roupa, embora esteja desapontada com a resposta. Depois de um telefonema de Edmond Dantès, o grupo descobre que o outro Moriarty é o líder de seu inimigo, a Aliança Fantasma do Demônio. Isso exacerba ainda mais a desconfiança de Jeanne Alter e Artoria Alter em relação a seu próprio Moriarty. Em resposta, Moriarty diz que eles devem derrotar Phantom para que ele possa ganhar sua confiança. Ele avisa que eles seriam mortos se atacassem Phantom diretamente, com o que Jeanne Alter e Artoria Alter concordam. Ele explica que eles seriam severamente superados em número pelos 200 Coloraturas estacionados em Kabukicho se eles atacassem diretamente. Ele, Jeanne Alter e Artoria Alter lembram de ter destruído algumas Coloraturas antes, mas Moriarty revela que eles reabastecem seus números com 36 horas. Moriarty explica que as coloraturas atribuem a patrulha de Kabukicho que também sequestram pessoas regularmente. Jeanne Alter adora que Artoria Alter reconheça que Excalibur Morgan está sendo inútil em destruir Kabukicho quando Moriarty revela que a energia mágica de Shinjuku comparável à Idade dos Deuses a reduziria significativamente. Os dois quase entrando em uma briga quando Artoria Alter zombeteiramente implica que Jeanne Alter não se sairia muito melhor. Moriarty então pede que tragam para ele uma Coloratura, que ele usará para observar Kabukicho. Depois de deixar o esconderijo, Jeanne Alter afirma que se Moriarty os traísse, seria em um momento crucial. O grupo então percebe que Coloratura está sequestrando pessoas, então eles entram para capturar uma. Após capturar uma Coloratura e ajudar a fuga do povo, o grupo retorna ao esconderijo. Lá é revelado que as Coloraturas são construídas a partir de humanos, com sua carne e nervos sendo colocados nas bonecas. Depois de afirmar que os humanos uma vez transformados em Coloraturas não podem ser salvos, Moriarty revela que equipou a Coloratura com uma bomba. O dito Coloratura será devolvido com os outros quando eles retornarem a Kabukicho em seus intervalos regulares, e então sua bomba será acionada. A explosão causará confusão entre as Coloraturas, que o grupo usará como uma oportunidade para matar Phantom e Christine. Jeanne Alter concorda com o plano, pois o Colortura não é mais verdadeiramente humano. Ela até os acha piores do que o espírito maligno e coisas do gênero, já que pelo menos esses têm vestígios de suas personalidades originais, ao contrário dos Coloraturas. Depois que Moriarty termina de manipular a Coloratura, e dá o detonador para Ritsuka, o grupo segue para Kabukicho.
Colocando o Coloratura armado com os outros, Moriarty ordena que Artoria Alter e Jeanne Alter tomem suas posições. Dez minutos depois, a bomba é detonada por Moriarty em vez de Ritsuka após ver sua determinação em fazê-lo. A explosão resultante espalha as Coloraturas, então Artoria Alter e Jeanne Alter se movem para destruí-los. Eles são mais tarde chamados por Mash para ajudar Ritsuka e Moriarty contra EMIYA Alter, mas eles estão ocupados lidando com as Coloraturas ainda ativas. Eles chegam justamente quando EMIYA Alter recua graças à intervenção de Hassan do Braço Amaldiçoado, desapontado por seus ataques mal errados. Jeanne Alter pergunta quem é o Braço Amaldiçoado e se pergunta se ele é um inimigo, mas Mash diz que ele é um aliado. Juntamente com Cursed Arm, o grupo foge de Kabukicho e retorna para o esconderijo.
De volta ao esconderijo, o grupo relaxa após sua missão bem-sucedida. Porém, logo revelou que Hassan é um membro disfarçado da Aliança do Demônio Fantasma, Yan Qing. Ele toma Ritsuka como refém, mas Artoria Alter e Jeanne Alter chegam para detê-lo. Ele se esquiva de seus ataques e foge enquanto Artoria Alter o persegue em sua motocicleta, com Jeanne Alter a seguindo. Infelizmente, eles não são capazes de resgatar devido ao atraso dos soldados Hornet e do Rei Lear convocado por Yan Qing. Jeanne Alter e Artoria Alter mais tarde Moriarty por permitir que Ritsuka fosse sequestrada.
Felizmente, Ritsuka é resgatado da base da Phantom Demon Alliance, Barrel Tower, por Sherlock Holmes. Jeanne Alter e Artoria Alter expressam imediatamente sua preocupação e alívio ao retornarem. Voltando ao esconderijo, Jeanne Alter chama Sherlock de peso morto quando ele se apresenta como um Conjurador impróprio para combate. No entanto, ela o agradece por salvar Ritsuka. Ela diz a ele para ir embora, mas ele diz que não pode. Ela acaba brigando com Artoria Alter novamente quando o primeiro avisa Ritsuka contra ser muito gentil com Moriarty. Depois de saber do Nome Verdadeiro de Moriarty, sua desconfiança dele aumenta ainda mais; Jeanne Alter o compara às raposas que aparecem nos contos de moralidade. Sherlock então explica como o objetivo da Aliança de destruir o planeta é possível sem utilizar forças externas, fazendo o que Thomas Edison e o Rei Leão tentaram fazer. Sem entender o que os outros querem dizer, Jeanne Alter exige saber o que Edison e o Rei Leão tentam fazer. Mash primeiro explica que o Rei Leão tentou usar Rhongomyniad para preservar uma parte da humanidade e destruir o resto enquanto a Incineração da Humanidade estava ocorrendo. Jeanne Alter chama o Rei Leão de idiota pela trama, dizendo que ela deveria ter se permitido morrer com todos os outros. Ela então expressa seu ódio por reis que tentam resolver as coisas por si próprios e reis que simplesmente desistem. Mash então explica que Edison procurou preservar a América separando-a da linha do tempo. Da Vinci percebe e revela que Shinjuku está em uma linha do tempo abatida. Apesar de ser informado de que não terá efeitos adversos na história, Ritsuka decide salvar Shinjuku de qualquer maneira. Sherlock então revela o método pelo qual o maligno Moriarty usará para destruir o planeta. O malvado Moriarty planeja usar os poderes do Fantasma com o qual se fundiu, Der Freischutz, para carregar um meteorito na Torre do Barril e, em seguida, dispará-lo no núcleo do planeta como uma bala mágica para destruir o planeta. Jeanne Alter está aborrecida porque Moriarty acabou de perceber que ele foi fundido com Der Freischutz o fez um Arqueiro e o deixou disparar balas e mísseis de um caixão que ele nunca carregou em vida. Ironicamente, ela acha que o plano da Aliança para destruir o planeta é ainda pior do que quando ela tentou destruir a França. Ela e Artoria Alter concordam com a decisão de Sherlock de eliminar Yan Qing, achando sua habilidade de transformação problemática. O grupo então sai para roubar roupas para o propósito do plano de Sherlock e Moriarty. Depois de derrotar alguns bandidos e suas Coloraturas hackeadas, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter trocam de roupa.
Agora usando vestidos, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter entram em uma festa organizada por Yan Qing. Jeanne Alter, insultada, compara Artoria Alter a uma boneca de cera em seu vestido, enquanto Artoria Alter a compara a uma bruxa de verdade em seu vestido. No entanto, os dois compartilham a alegria de ver Ritsuka claramente desconfortável com seu disfarce. Jeanne Alter os segura enquanto Artoria Alter tira fotos deles com o telefone com câmera que ela tirou de um transeunte e os carrega para o servidor de Chaldea. Ela então se pergunta quando Yan Qing vai aparecer, expressando seu ódio por seu vestido. Depois de ver Artoria Alter dançar com Ritsuka, ela afirma não se importar com a dança e fica irritada que Artoria Alter tenha passado por instinto. Um convidado da festa tenta convidá-la para dançar, mas sua carranca o afasta. Agora que perdeu a paciência, ela agora quer queimar todo o prédio. Yan Qing então aparece diante dos convidados disfarçados de Artoria Alter. Ele eventualmente toma conhecimento dela e ordena que os Hornets ataquem. Juntamente com Moriarty, o grupo derrotou o Hornets seguido por Romeu e Julieta. Mais Hornets então aparecem, com Yan Qing sendo disfarçado como um deles. Ritsuka tira o vestido deles para chocá-lo a se revelar como parte do plano de Moriarty. Yan Qing revela seu verdadeiro nome e luta contra o grupo. Sentindo que vai perder, Yan Qing ativa uma bomba sob o prédio para derrubá-lo, fazendo com que o grupo escape. Depois de matar Yan Qing, Moriarty pondera se o orgulho é necessário para viver. Jeanne Alter responde que o orgulho não tem valor para ela como uma farsa. Ela fica confusa quando Artoria Alter a chama de panda gigante por não se orgulhar. O grupo então se prepara para partir quando são encontrados por Hessian Lobo.
Confrontado por Hessian Lob, o grupo vê que ele foi fundido com outro Fantasma, o Homem Invisível, como indica sua invisibilidade. Sua classe então muda de Cavaleiro para Vingador, e instantaneamente atinge Ritsuka já que eles são os únicos humanos por perto. Incapaz de derrotá-lo, o grupo decide quem ficará para trás para segurar Hessian Lobo enquanto o resto foge. Jeanne Alter assume a tarefa para que os outros possam escapar. Ela diz a eles para usarem esse tempo para encontrar uma maneira de derrotar Hessian Lobo permanentemente. Ela rejeita a sugestão de Artoria Alter de escolher alguém de forma justa. Ela chama Ritsuka de patético por não querer sacrificar seus aliados. Ela nega a suposição de Sherlock de que seu desejo de afastar Hessian Lobo é motivado por sua simpatia por ele como um companheiro Vingador. Ela explica que simplesmente odeia vê-lo correndo como um monstro estúpido, acreditando que deveria pelo menos ter um objetivo. Ela decide que vai dar um objetivo, então ela dá um fim real. Antes que os outros saiam, Sherlock diz a ela para cuidar de seus pés, e Artoria Alter confia nela para segurar Hessian Lobo. Enquanto luta contra Hessian Lobo, Jeanne Alter proclama que sabe como ele pensa, já que eles são iguais. Ela diz que o ódio deles nunca desaparecerá, independentemente de quantas pessoas eles matem até o dia da morte. Ela declara que vai tirar Hessian Lobo de sua miséria, dizendo que os sonhos fugazes que eles veem antes da morte são o único consolo para os Vingadores. Eventualmente, porém, Hessian Lobo a fere fatalmente. Ela está irritada, mas não está gostando de sua vingança, mas percebe que não pode mais. Depois de sofrer outro ferimento, ela solta La Grondement Du Haine em um esforço para segurá-lo. Ela explica que as chamas vêm de seu próprio corpo, duvidoso que possa afastá-las. Ela entende que as chamas não vão matá-lo, mas tem certeza de que vão desacelerá-lo por um tempo. Infelizmente, ela finalmente cai depois que Hessian Lobo se feriu novamente. Ela contempla sua natureza como uma farsa, incapaz de compreender verdadeiramente a dor de ser queimada viva. Ela chama Jeanne de idiota por querer vingança depois de ser queimada na fogueira, acreditando que ela era louca por não ter feito isso. Ela continua que o mundo está irremediavelmente escuro, alegando que o máximo que uma pessoa dita boa pode fazer é fechar os olhos. Ela se lembra de como costumava pensar que nunca ajudaria humanos de boa índole como Jeanne, achando-os patéticos e indefesos. Depois de chamar Jeanne de símbolo da humanidade, ela chama Ritsuka de idiota sem consideração por não tê-la convidado para dançar. Ela então se lembra do conselho de Sherlock antes de cair na inconsciência.
Jeanne Alter é capaz de sobreviver escapando em um buraco de homem no último momento, como Sherlock aconselhou. Ela se encontra com Edmond, e eles resgatam William Shakespeare de seu confinamento na Torre do Barril. Ambos tentam atacar Moriarty, que foi revelado como o verdadeiro cérebro para destruir o planeta, mas ele consegue se esquivar de ambos. Jeanne Alter explica como ela sobreviveu e mostra que trouxe Shakespeare para ajudar. Depois que Shakespeare e Hans Christian Andersen convocam os Grandes Detetives para ajudar Ritsuka, o grupo luta contra Moriarty após ele se fortalecer com o Graal. Depois que Moriarty e os outros desaparecem e o asteróide Bennu é destruído, Jeanne Alter diz a Ritsuka para chorar pelos Servos, já que eles estão destinados a desaparecer. Ela grita com EMIYA Alter para não se intrometer na conversa quando ele concorda. Ela então pergunta a ele o que aconteceu com Artoria Alter, se perguntando se ela foi esmagada por Bennu. EMIYA Alter responde que ela foi visitar algum lugar antes de desaparecer, que Ritsuka e Jeanne Alter percebem ser Cavall II. Depois que EMIYA Alter desaparece, ela de repente corta as comunicações com Chaldea. Ela então coloca seu vestido de festa e exige uma dança de Ritsuka. Depois de dançarem, Jeanne Alter se sente satisfeita e começa a desaparecer. Ela diz a Ritsuka que vai praticar mais da próxima vez, esperando que eles façam o mesmo, antes de finalmente desaparecer.
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2020.08.03 17:31 d_sandstrom PLURALYIAH RPG: #1 Alinhamentos e Tendências explicados pela psicologia?

OLÁ, PLURALYIENSES!
Como alguns desse subreddit devem saber, tenho desenvolvido um sistema e mundo de RPG chamado Pluralyiah, você pode encontrar o esboço da ideia aqui: https://www.reddit.com/rpg_brasil/comments/i0ibpq/pluralyiah_as_15_primeiras_p%C3%A1ginas_do_rpg/
Algumas vezes, tive problemas em mesas anteriores com companheiros de aventuras que se recusavam a aceitar que suas tendências não eram as descritas na própria ficha, PRINCIPALMENTE jogando Tormenta, RPG no qual frequentemente suas tendências e alinhamentos acabam se tornando de fato polarizantes, muito mais do que os outros RPG's que EU joguei as oportunidades em algumas situações.
Visto isso, ao criar Pluralyiah, tentei explicar com a teoria da Gestalt-Terapia e o modelo Topográfico de Freud as tendências e alinhamentos. Ta aí abaixo o resultado:
Tendências
As tendências são alinhamentos que definem o que os demais podem esperar de você dentro de determinadas situações, elas são definidas através de onde você se encaixa no imaginário social. Para que tudo isso fique um pouco menos subjetivo do que parece na maior parte dos sistemas, acabando por entrar em discussões metalógicas, será aqui apresentado o conceito de Id, Ego e Superego na psicologia, misturando conceitos da Gestalt e da Psicanálise.
Goodman denominou de funções de contato. São elas as funções id, função ego e função personalidade. Anteriormente à Goodman, Freud pautou as três estruturas básicas da psiqué humana como Id, Ego e Superego.
· A função personalidade é a representação verbal das do conteúdo da nossa mente.
· O Id Consiste nos desejos, vontades e pulsões primitivas, formado principalmente pelos instintos e desejos orgânicos pelo prazer.
· O Superego é o princípio da “moral social” e atua como “conselheire” para o Ego. Isto porque o alerta sobre o que é ou não moralmente aceito, segundo os princípios que foram absorvidos pela pessoa ao longo de sua vida.
· O Ego é o “princípio da realidade”. Com base no Id (o que eu quero fazer) e no Superego (o que eu devo fazer), o Ego traz o que o indivíduo pode fazer.
· O que você decide fazer segundo seu papel social, é chamado de Função de Personalidade.
Considerando isso, temos os alinhamentos Bom (B), Mau (M) e Neutro (N). Sendo “bom” mais próximo do Superego, “Mau” mais próximo do Id (ainda que o Id seja também responsável por desejos moralmente aceitos), e Neutro sendo o mais próximo do Ego.
Ainda seguindo esses alinhamentos, existe o posicionamento perante às leis, sendo estes o posicionamento Caótico (C), Leal (L), e Neutro (N).
O posicionamento Caótico rejeita leis, o Leal segue as leis, mas pode ser a Lei de um Deus, de uma guilda, ou da própria sociedade na qual nasceu, e o Neutro é o mais próximo da Função de Personalidade, executando majoritariamente o que seu papel social o requisita.
Tendo essas informações, você precisa encaixá-las em seu personagem, e atribuir uma sigla, podendo ela ser:
LEAIS
· Leal e Bom (LB) é a tendência de criaturas que se pode contar para fazer o que é correto como é esperado pela sociedade.
· Leal e Neutro (LN) é a tendência dos indivíduos que agem de acordo com as leis, tradições ou códigos pessoais.
· Leal e Mau (LM): Diante da criança faminta roubando pão, trataria de castigar o pequeno ladrão ali mesmo ou entregá-lo à milícia para receber a punição mais severa.
NEUTROS
· Neutro e Bom (NB) é a tendência do povo que faz o melhor que pode para ajudar outres de acordo com suas necessidades.
· Neutral (N) é a tendência daqueles que preferem manter distância de questões morais e não tomar partido a menos que a situação atinja a si mesme
· Neutro e Mau (NM) São egoístas e mesquinhos, colocando a si mesmos sempre em primeiro lugar. Pegam o que querem, pouco importando quem precisam roubar ou matar. Quando fazem algum tipo de aliança, é apenas para tirar vantagem do parceiro e traí-lo no momento oportuno. Adotam regras para quebrá-las em seu próprio benefício no minuto seguinte.
CAÓTICOS
· Caótico e Bom (CB) é a tendência de criaturas que agem de acordo com sua própria consciência, se importando pouco com as expectativas dos outros e fazendo o que acham correto sem ferir a liberdade de alguém.
· Caótico e Neutro (CN) é a tendência das criaturas que seguem suas vontades, independendo da moral social, mantendo sua liberdade pessoal acima de tudo.
· Caótico e Mau (CM) tiram prazer do sofrimento alheio. É quase impossível que consigam viver em sociedade — você não encontra um destes andando calmamente e sem pretensão com frequência, muito menos em uma guilda. Têm dificuldade em fazer planos e só trabalham em equipe quando obrigados por força, benefício próprio ou intimidação.
Gostaram?
Opinem (:
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2020.07.25 20:26 MitProAlv A sessão de ontem foi estressante, e eu quero contar a história toda pra alguem.

Eu sou um jogador de rpg de mesa, e recentemente perdi o meu personagem. Foi uma morte triste, mas honrada, e teve um enterro até. Claro que, para próxima sessão, eu teria que fazer um personagem novo, do zero. Eu passei a semana inteira me dedicando à criação dessa nova personagem: O nome dela é Hildr, e ela teve a família massacrada por uma pessoa que almejava o poder de chacal (que você recebe quando mata o chacal atual, no caso, a mãe da Hildr), entao ela quer vingança. Tenha em mente que tanto a história quanto os motivos do personagem, os poderes, as magias, eu passei a semana trabalhando nisso, lendo materiais e pensando em uma historia interessante pra ela e que encaixasse na história atual do universo da mesa, além de ser cativante e dar vida ao personagem (oq eu escrevi foi um resumo básico). Na sessão, eu fui introduzida como uma elfa q caiu de um portal do nada, no meio da loja. Depois de algum tempo com o resto da turma, eu estava me enturmando, usando minhas habilidades para fazer amizade com os outros personagens, usando roupas parecidas, etc. Nisso, um dos personagens, a Hell, não gostou muito de mim, ela tem algo contra elfos. O personagem em questão é controlada por um amigo meu, com o qual eu converso literalmente todo dia. Quando nós encontramos o chacal (um inimigo em comum do grupo inteiro), uma luta épica começou, e antes da luta, a Hell disse: Clériga do grupo, pegue apenas magias de suporte (para ajudar e/ou atrapalhar), e deixe a cura comigo. A clériga concordou, e nao preparou nenhuma magia de cura. Na luta, a Hell estava fazendo algo estranho, ela rastejava pelo campo de batalha, e estava ficando cada vez mais longe para fazer qualquer coisa, enquanto o resto no grupo avançava, ja que o chacal atacava a distância, nós precisávamos chegar mais perto. Realmente, a Hell não agia como alguem que se importava com a vida dos companheiros, afinal, ser o suporte é se arriscar para salvar os aliados, mesmo que isso te coloque em risco. Ela andava metade do que podia, e usava a outra metade para ficar deitada no chão. Eventualmente, aconteceu oq você espera que aconteça: uma das nossas companheiras morreu, porque ficou sem cura, por que a Hell não fez nada. Isso me deixou frustrado, porque a personagem que morreu era amada por todo mundo, ela era gentil e verdadeira, uma personagem incrivelmente bem construida interpretada. Eu xinguei o meu amigo, é claro. Ele estava legitimamente sendo um imbecil gritando com todo mundo sem querer ajudar, e eu estava irritado. Quando o chacal estava prestes a morrer, o aplicativo que estavamos usando para jogar travou, e eu fiquei ainda mais irritado, pois como os personagens jogam em ordem de iniciativa, eu sabia que nao jogaria a tempo de matar o chacal e concluir minha vingança, pois eu ja estava caído no chão, quase morto (por que a Hell ainda estava muito longe pra curar). Enquanto eu estava caída no chão, a própria Hell (que chegou próxima de nós depois de varios turnos) lançou uma magia para me MATAR, invés de tentar me curar para eu me levantar do chão. Isso me deixou tão frustrado q minha cabeça começou a doer, eu sabia que era a enxaqueca chegando. A esse ponto o chacal ja estava morto, e a clériga conseguiu me ressuscitar, mas isso só acontece uma vez por personagem, então da próxima vez que eu morrer eu estou morto mesmo. Quando eu ressuscitei, eu sabia que meu personagem só pensava em sair de perto da Hell, e foi oq ela fez: ela usou teleporte e correu pra longe dela, pra perto de um robô amigável que tambem faz parte do grupo. Eu estava triste, eu só pensava na possibilidade de perder um personagem que eu passei horas e mais horas trabalhando, planejando, lendo e escrevendo, e conversando com o mestre sobre ela, principalmente considerando que eu acabei de perder um personagem que passou pelo mesmo processo uma semana atrás. Mas da última vez, foi azar dos dados, e dessa vez foi culpa da Hell. Eu nem quero mais falar com esse meu amigo, e nao sei qual vai ser o desenrolar da história, afinal, o chacal esta morto, mas quem matou ele é um inimigo muito mais forte (o cavalo da fome), que agora tambem se tornou o chacal. Isso nós leva ao final da história: hoje (na vida real) eu deveria encontrar uma amiga de longa data, que mora muito longe e vem aqui uma vez por ano, mas eu nao consegui ir porque estava com uma dor de cabeça insuportável de manhã (enxaqueca provavelmente resultado da sessão de ontem). Eu nao dormi direito e perdi o apetite, não sei como proceder.
Se você se deu ao trabalho de ler até aqui, muito obrigado. Qualquer comentário é bem vindo, se você tiver algo a dize questionar depois de ler tudo isso.
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.22 22:01 Henryttwoshoes A História de Cazum BeastHunger(Dwarf Fortress modo Aventura)

Cazum BeastHunger(nome real Cazum Ferkokash) foi um Elfo Caçador que usava uma besta que viajou pelas terras do mundo de Buzong Sun, O Mundo dos Oracúlos(mesmo mundo onde o meu primeiro forte foi criado, aquele que eu contei a história de como ele foi destruído). Ele nasceu no Forte de Tomerasp um lugar afastado das grandes civilizações, o tempo passou até que no dia 14 de Granite de 156 ele pega suas coisas e decide começar sua aventura pelo mundo acompanhado de 2 Cães de Caça como seus companheiros.
E então Cazum andou pelas terras ao noroeste de Temorasp. E acabou conhecendo vários tipos de seres e civilizações, no caminho ele abateu vários animais para assim tirar uma graninha vendendo os corpos para diversos aldeões pelo mundo.

Aventuras

1.

Enquanto andava pelas terras montanhosas perto do forte de Zafaluzol ele acabou por ouvir sobre que em uma floresta Elfica conhecida como Rootforest haviam várias Tavernas e pessoas no qual ele poderia contar suas histórias. Motivado pelo desejo de beber um bom Vinho, ele foi a caminho de viajar até lá.
Chegando lá ele acabou por se deparar com Confusas Estradas Elficas como ele nunca havia pisado em território elfo antes, ele acabou por não encontrar nada de Tavernas ou residências lá. Frustrado pra caralho, ele decidiu voltar à Zafaluzol.

2.

Depois de chegar em Zafaluzol ele prepara algumas coisas e decide explorar o Leste, indo em direção para As Colinas dos Palácios. Chegando perto, ele se depara com uma civilização de Humanos chamada Ancientlabored falando com os moradores de lá, ele descobre que uma guilda de Bandidos chamada A Guilda da Paz***(The Guild of Peace)*** estava aterrorizando os moradores que passavam pelas estradas das Colinas dos Palácios. Visto isso, Cazum então decide investigar a situação para terminar com os bandidos de uma vez por todas e para ajudar em sua jornada, ele conhece um Humano Espadachin chamado Tekud Washedscrubs. Os dois então começam uma longa investigação das estradas.
Alguns dias se passam e Cazum acaba por domesticar um Cavalo, o nomeando de Cristovão. Fazendo dele uma Montaria para viajar por ai.
Depois de procurarem pra CARALHO os dois descobrem uma pequena casa isolada nas colinas, no qual possuía uma Elfa como dona e 3 Guardas para protege-la. Em um ato de loucura, Cazum deixa seu cavalo esperando fora da casa e entra junto de Tekud. E então Cazum dispara uma flecha em um guardas como um inicio de uma tentativa para matar todos na casa, Mas algo acontece...
No exato momento em que Cazum acerta o Guarda, Tekud vira com sua Espada para cima de Cazum. O Apunhalando pelas costas, Tekud joga Cazum contra o chão, o Estraçalhando até a Morte.
Fim.
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2020.07.19 06:40 enzobuilder O Anão Melancólico, O Elfo Impetuoso

O Anão Melancólico, O Elfo Impetuoso
"Em Opath, todos temos uma melancolia. Algo que é maior que nós, que nos impede de viver felizes e nos lembra constantemente do nosso passado e nossas dádivas. Anões como eu foram amaldiçoados por um ser que tinha grande poder: um Dragão Vermelho. Agora tudo que produzo, cultivo e construo está fadado a virar pó. Armas quebram, laços se rompem.
Alguns sofrem com Ímpetos. Esse tipo de característica é um vício dado por seres mais fortes que criaram as outras criaturas. O ímpeto é algo maior que aqueles que o possuem, alguns não podem controlar. Outros, se mordem e se destroem procurando impedir que eles se realizem. Mas, já vi muitos elfo, gnomos e até Urodelos se deixando vencer por tão pouco.
A beleza é relativa. Os elfos podem achar belo muitas coisas, mas um tipo de beleza é o que chama mais atenção. Desde belas flores num jardim, até sangue derramado na calçada fazendo padrões e figuras estranhas. Elfos são estranhos, dizem que são aliens que viram para Opath. Não sei se acredito nisso. Sempre me dizem para desafiar o que foi escrito."
"Nos anões não vemos muita beleza nas coisas que acontecem na nossa vida. Somos obrigados a não criar relacionamentos com as coisas. Por isso, eu faço essa diáspora. A barba não pode crescer, o cabelo não pode estar ali. Mas como invejo todos esses Pequeninos, Humanis e Orcs com suas barbas trançadas, cabelos com exuberantes jubas. Queria poder ter cabelos para entrelaçar meus dedos, barba para acariciar quando estivesse em dúvida. Por que não posso nem ter isso?
Já havia cavado o buraco quando percebi que o machado estava sem fio. Tive que voltar até Alberich, comprar um machado furreco de três pilas e continuar a quinta diáspora do mês. Cortei o rosto com a lâmina, abri um corte no topo da cabeça e chorei em mais um diáspora pelas coisas que deixava para trás. Eu sou um péssimo anão."
"Meu pai devia me dizer algo sobre não fazer amigos. Ele não queria me ver desgraçando a vida de alguém, mas não não podia evitar. Qual o sentido de viver uma vida fria assim? Por que não podemos evitar essa certeza de que tudo que fazemos caíra ao pó? Foi por causa dos dizeres dum Dragão Vermelho? Cuspia no chão sempre que pensava na imagem daquela atrocidade. Dragões só acham que podem fazer o que quiser conosco por conta das Deusas não poderem descer aqui de novo. Se eu estou errado, que as quedas caiam em cima de mim!"
"Desde que voltei à Alberich e comprei o machado, tenho esse elfo atrás de mim. Ele me segue, me observa. Dia e noite, dia e noite. Quando ele cansa de me olhar, começa a escrever num livro. Ele não fala, não interage. Apenas fica ali, anotando e observando. Melhor assim. Gosto de companhia agradável e ele é chato. É um sistema de defesa bom. Assim não crio laços com ele e assim eu não me culpo por mais pó que jogo no mundo."
"Caminhava para a Espinha de Vorax. Sodori é a Capital mais próxima e preciso me encontrar com um barco para ir até Huma. Nunca fui para lá, e acho que nunca vou conseguir falar com ninguém de lá, os Sombrios me dão medo.
Enquanto eu andava pela estrada, percebia de canto de olho o elfo. Maldito era ele, que me seguia. Andava de capa que cobria o corpo todo, mas não parecia querer esconder as mãos que anotavam incansavelmente mais sobre o que quer que ele tivesse visto em mim."
"Na última lua comecei a questionar sobre a sanidade dele. Não era possível que ele não percebeu que eu era um anão numa diáspora. O que ele queria de alguém como eu?
Eu não tinha nada, mal tinha roupas costuradas, não tinha mais nenhum pila no bolso, então criminoso ou ladrão ele não era. Pensei se ele podia ser da acadêmia, mas não tinha porte de estudioso. Ele era magro por causa de fome, não tinha mochila, não tinha carroça... Pra falar a verdade, percebi que não tinha nem sombra."
https://preview.redd.it/8iqvctbetqb51.jpg?width=428&format=pjpg&auto=webp&s=7969a84133913ca3ed66454a9cc7f747a6df484b
"Será prudente pedir para ele me explicar o que tanto escrevia nas folhas do livro? Não. Se eu falar com ele, do jeito que sou, posso fadar ele ao pó, como tudo que toco. Será que ele é louco? Ou será que eu sou? Me preocupei com ele e dividi um ensopado de água, terra e vegetais. Metade da panela foi monte a baixo, quando fui servir. O meu companheiro elfo achou engraçado e riu. Nunca fui bom com risadas."
"Durante aquela noite, nós conversamos sobre mim. Quando procurava saber mais sobre ele, desviava o assunto. Ele sabia no que se metia, mas ainda assim continuava a conversar comigo. Não tocou naquele livro pelo resto da noite. Achei que ele ia escrever o que eu dizia, mas não foi isso que ele procurava."
"Na manhã seguinte, partimos eu e o anão. O coitado foi ligeiro pegar a panela no pé da montanha e escrevi o que lembrava da última noite. Sentia medo do dia seguinte, pois criamos um laço enquanto o céu de estrelas nos abrigava."
"Seguimos indo em frente, o caminho não ia se encurtar se ficássemos parados. O elfo ficou a uma distância segura de mim, enquanto escrevia, novamente, naquele livro. Estava começando a nevar e subíamos um caminho estreito. Um ex-amigo Tatsunoko me falou dum caminho que eles faziam pela Espinha para chegar em Sodori, e assim seguimos por lá."
"Os flocos de neve faziam meu corpo tremer de frio. Estava ficando difícil de se mover. O elfo estava com a cara enterrada no livro, escrevendo e não percebeu quando um pedaço do desfiladeiro acima de nós começou a ruir e cair em cima dele.
Enquanto via, lentamente, aquela enorme pedra cair sobre meu companheiro, lembrei da frase que foi impregnada no nosso sangue. 'Agora tudo que vocês cultivam e amam está fadado a se transformar em pó. As armaduras, armas e ferramentas forjadas irão se quebrar. Os laços de amizade e amor irão se romper. Suas casas e lares irão ruir perante o tempo, pois tudo que vocês tocam e tem parte, se tornará pó.'
Não podia deixar aquilo acontecer novamente."
"É salgado sentir isso. Toda vez. Todos dia. Confesso que ao criar um laço com o elfo, prometi a mim mesmo ser como os Urodelos e proteger ao que me fosse importante. Prometi que como um Gnomo, colecionaria amizades. Prometi que como um Elfo, veria a felicidade na vida. Mas tudo isso. As promessas que fiz, viraram pó. Um pó amargo, seco. E como se eu lambesse uma pedra azeda eu chamei ela:
— Sombra.
— Olá, Senhor Anão. Me chamou?
— Sim.
— E o que quer de mim?
— Aquele elfo. Ele deve sair vivo daqui. Continuar vivo e ser feliz.
— E quer que eu tire ele dali? É algo fácil de fazer.
— Eu sei. Mas quem quer ajudá-lo sou eu.
— Não compreendo para que me chamou, então...
— Estou fraco. Não consigo salvá-lo a tempo. Eu dou a minha sombra inteira. Mas preciso ter certeza de que ele esteja à salvo.
— Temos um trato? A segurança dele pela sua sombra?"
"E rapidamente o anão surgiu na minha frente, num enorme salto feito junto às sombras do desfiladeiro. Empurrou-me para trás e caí longe do impacto. O que parecia uma enorme pedra caiu sobre ele e seu corpo sangrou até tingir a neve branca de rubro."
"E me deleitei com aquilo. A sensação era única e num prazer imensurável, usei o que podia para voltar escrevendo essa história."
"Como amo ver esses pobres coitados se esforçando para ser diferente, mas sempre acabando sendo iguais aos demais. São tolos, todos eles. Mas é isso que me deixa repleto de prazer. Pintei um quadro com a inspiração que recebi. Afinal, fui abençoado com esse ímpeto de achar bonito todo o sofrer das dadivas desse mundo de Op. Escrevo essas memórias de Pequeninos presos em Saletas, Anões em seus sofreres por relacionamentos e Kias presos se tornando corais. Escrevo tudo isso, pois sei, que quando eu abrir esse livro, só hei de me deleitar com tanta melancolia."

"Amo o gosto do agridoce"
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2020.07.17 20:46 Henryttwoshoes A História de Cazum BeastHunger(Dwarf Fortress modo Aventura)

Cazum BeastHunger(nome real Cazum Ferkokash) foi um Elfo Caçador que usava uma besta que viajou pelas terras do mundo de Buzong Sun, O Mundo dos Oracúlos(mesmo mundo onde o meu primeiro forte foi criado, aquele que eu contei a história de como ele foi destruído). Ele nasceu no Forte de Tomerasp um lugar afastado das grandes civilizações, o tempo passou até que no dia 14 de Granite de 156 ele pega suas coisas e decide começar sua aventura pelo mundo acompanhado de 2 Cães de Caça como seus companheiros.
E então Cazum andou pelas terras ao noroeste de Temorasp. E acabou conhecendo vários tipos de seres e civilizações, no caminho ele abateu vários animais para assim tirar uma graninha vendendo os corpos para diversos aldeões pelo mundo.

Aventuras

1.

Enquanto andava pelas terras montanhosas perto do forte de Zafaluzol ele acabou por ouvir sobre que em uma floresta Elfica conhecida como Rootforest haviam várias Tavernas e pessoas no qual ele poderia contar suas histórias. Motivado pelo desejo de beber um bom Vinho, ele foi a caminho de viajar até lá.
Chegando lá ele acabou por se deparar com Confusas Estradas Elficas como ele nunca havia pisado em território elfo antes, ele acabou por não encontrar nada de Tavernas ou residências lá. Frustrado pra caralho, ele decidiu voltar à Zafaluzol.

2.

Depois de chegar em Zafaluzol ele prepara algumas coisas e decide explorar o Leste, indo em direção para As Colinas dos Palácios. Chegando perto, ele se depara com uma civilização de Humanos chamada Ancientlabored falando com os moradores de lá, ele descobre que uma guilda de Bandidos chamada A Guilda da Paz(The Guild of Peace) estava aterrorizando os moradores que passavam pelas estradas das Colinas dos Palácios. Visto isso, Cazum então decide investigar a situação para terminar com os bandidos de uma vez por todas e para ajudar em sua jornada, ele conhece um Humano Espadachin chamado Tekud Washedscrubs. Os dois então começam uma longa investigação das estradas.
Alguns dias se passam e Cazum acaba por domesticar um Cavalo, o nomeando de Cristovão. Fazendo dele uma Montaria para viajar por ai.
Depois de procurarem pra CARALHO os dois descobrem uma pequena casa isolada nas colinas, no qual possuía uma Elfa como dona e 3 Guardas para protege-la. Em um ato de loucura, Cazum deixa seu cavalo esperando fora da casa e entra junto de Tekud. E então Cazum dispara uma flecha em um guardas como um inicio de uma tentativa para matar todos na casa, Mas algo acontece...
No exato momento em que Cazum acerta o Guarda, Tekud vira com sua Espada para cima de Cazum. O Apunhalando pelas costas, Tekud joga Cazum contra o chão, o Estraçalhando até a Morte.

Fim.

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2020.07.16 16:28 fobygrassman ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE

ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE Descubra como acessar e conhecer mulheres casadas porém carentes em apenas 10 minutos
Casadas Carentes: As 5 melhores maneiras de conhecer casadas carentes em menos de 2 horas Escrito por uma dona de casa traidora real.
Casadas carentes são mulheres presas em relacionamentos de longo prazo não satisfeitas com o atual companheiro. O marido não a dá a atenção que ela merece, não a faz se sentir sexy, desejada, ou como um dia a fez sentir. Ela carece afeto, tesão, ou mimos. Elas sentem falta destas coisas, e tem desejos de procurar homens que ajudem a satisfazer estas necessidades para ela.
O QUE FAZ UMA MULHER CASADA SER CARENTE?
Há vários fatores que levam ao sentimento de carência de mulheres que conseguiram se manter em relacionamentos por tempos prolongados. Alguns destes fatores são:
• Vida sexual insatisfatória, onde não há tesão ou paixão. O marido não se preocupa com o que a mulher sente, só pensa em si, sem romance, sem preliminares, e sem posições diferentes. Parece um ato que tem como finalidade apenas fazer o marido se satisfazer, depois virar para o lado e dormir. • O homem não parece mais ter tempo para a esposa. Trabalha muito, chega em casa tarde, e está cansado demais para qualquer coisa nova, diferente ou divertida. Arruma tempo para jogar futebol com os amigos no final de semana, vai a bares com os colegas depois do serviço e chega em casa tarde e vai direto para a cama. A mulher não se sente mais importante.
• Não é tratada bem pelo marido. Não é apenas deixada de lado, mas ainda é ofendida por certas atitudes do marido. Ele briga, xinga e a ofende. Não a respeita, como deveria, e ela sente aquela vontade de sentir aquilo que um dia ele ofereceu: carinho e afeto.
• Ela quer novidade. Ela ficou com o mesmo homem por muito tempo, e já sabe tudo que ele faz e vai fazer. Na cama é tudo rotina, o beijo é sempre o mesmo, a cama é sempre a mesma, as personalidades são sempre as mesmas. Ela só quer sentir alguma coisa diferente depois de tantos anos, precisa de algo que a lembre que está viva.
COMO CONHECER CASADAS CARENTES?
Agora que você sabe como casadas carente se sintam, você deve estar se perguntando como conseguir encontrar uma, para a ajudar a satisfazer suas necessidades. Será que há algum lugar onde elas ficam mais concentradas, dispostas a serem abordadas por um estranho? Será que dá para encontrar alguma em algum bar pela cidade, pronta para ser conquistada? Boa sorte, mas isto vai ser difícil desta maneira.
Mulheres nesta situação, mesmo que carentes e com vontade de experimentar coisas novas, ela não quer se colocar em posições comprometedoras ou em risco de ser pega ou descoberta pelo seus maridos. Elas geralmente são mais tímidas, e não teriam tanta coragem, pois são mulheres que geralmente estão em relacionamentos com mais de 5 anos, e está fora do jogo de namoro há muito.
Mas vamos dizer que ela tivesse a coragem de ir na cidade e ir para algum bar, para ver se algum homem a abordasse. Como você distinguiria uma casada carente e uma que simplesmente quer se divertir no bar com as amigas, ou apenas beber. É muito risco para você como um homem abordar uma mulher de aliança.
Existe um local perfeito para encontrar casadas carentes: Ashley Madison. Site reconhecido internacionalmente como melhor ferramenta de traição.
ASHLEY MADISON
O que a Ashley Madison oferece que outras alternativas não oferecem para encontrar casadas carentes? Será que casadas carentes realmente usariam um site deste?
A Ashley Madison é uma gigante no oferecimento de oportunidades para traição. Já reuniu mais de 50 milhões de usuários em todo mundo, um dos sites mais populares do mundo. Isto não é só no mundo, no Brasil também tem uma presença muito grande, chegando a quase 2 milhões de usuários, esperando outros 1 milhão até 2020.
Tem duas coisas que a Ashley Madison oferece que garante a vinda de casadas carentes. Primeiramente é a discrição. Como foi explicado anteriormente, mulheres nesta posição não querem ser colocadas em situações comprometedoras, nem em risco desnecessário. A Ashley Madison tem múltiplas ferramentas inovadoras que oferecem uma discrição garantida como: não precisar confirmar seu e-mail no cadastro, assistente de fotos patenteado que permite borrar fotos públicas, permitindo a visualização de uma galeria privada a apenas pessoas que elas concederem acesso, podendo ser revogado a qualquer momento.
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DICAS PARA CONHECER CASADAS CARENTES NA ASHLEY MADISON
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  3. Monte um perfil decente. Dedique bastante tempo a seu perfil, ele será uma das primeiras impressões dela de você. Quanto mais tempo e atenção der ao seu perfil, maior a chance de casadas carentes se interessarem em você.
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2020.06.15 15:53 majinmattossj2 Assisti o filme do Heleno de Freitas

Decidi assistir hoje esse filme (tem no youtube) produzido pela Globo em 2011 com o Rodrigo Santoro no papel de Heleno. E porra, que cara perna, babaca e completamente louco
Pra quem nunca ouviu falar, Heleno foi um grande jogador, playboyzão, boêmio/mulherengo e marrento pra caralho. Só q do jeito q ele falava dele próprio, e até do q vc ouve falar dele hoje em dia, vc até pensa q ele era o fodão dos anos 40 do futebol. Por isso decidi ver o filme dele, e após umas pesquisas, concluí que nao eh justo colocar um babaca desses nos holofotes só por ele ter sido louco, pegador e polêmico. Era muito bom jogador, mas longe de ser o melhor
Ele eh considerado o grande craque do Botafogo antes de Garrincha. Jogou lá entre 1940-48, fez 200 gols em 230 jogos, e nunca foi campeão carioca (4 vices). Inclusive, foi só ele sair de lá em 1948 que o Botafogo finalmente conseguiu ser campeão, sem ele, em 1948. Foi pro Boca Juniors e fracassou em 1948. Voltou pro Vasco e foi campeão carioca em 1949, seu único título, mas também aquele Vasco era um dos melhores times do mundo, com ou sem Heleno
O filme mostra o enorme narcisismo dele, alem de viver aloprando seus companheiros de time no Botafogo, chamando de ruins e dizendo que ele nunca é campeao por causa deles. Ele era tao louco e patético, que ao nao ser convocado pra Copa de 50, ao encontrar o treinador, sacou uma arma e conseguiu ser desarmado, alem de apanhar do cara (o filme mostra isso)
Vivia falando merda, dizia q com ele o Brasil seria campeao em 50, que perderam por serem frouxos. Só que num ataque que tinha Zizinho, Ademir de Menezes, Jair e Chico, ele nunca seria titular
Acho zuado ele ter tanto holofote, enquanto jogadores como esses q eu citei (e muitos outros) sao menos divulgados. Mas o cara eh polemico né? Renato Gaúcho e Romário tbm sao marrentíssimos, mas venciam, venciam e venciam de novo no futebol. Heleno não venceu
Ele morreu aos 39 anos com sífilis cerebral, num manicômio, no seu estado natal em Minas Gerais
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2020.06.01 02:50 assisestepe Caminhada

Era uma fria noite de inverno naquele sábado, a rua estava tranquila e os bares estavam cheios. Pedro tinha planos de ficar em casa lendo algum livro ou assistindo alguma série, mas sua angustiada relação com Isabela impedia que ele aproveitasse todo seu sábado assim. Sua mente estava a mil e seu ventre doía.
Quando se encontrava nessas ocasiões, ele geralmente caminhava, principalmente a noite. Usava sua caminhada para refletir acerca de seus problemas e buscar soluções. Era uma forma de digerir a situação que passava.
Resolveu que iria para um praça arborizada e confortável que ficava à 20 minutos de sua casa. Subiria a rua até se encontrar com uma avenida, onde então viraria e seguiria reto até o encontro com outra avenida, que se direcionava para a tal praça.
Estava em casa apenas terminando os serviços domésticos. Assim que terminou vestiu seu casaco verde escuro, pegou seu celular, sua carteira e sua chave e foi para a rua.
O vento era fresco e leve, não o incomodava. A temperatura era terna, parecia que o frio se equilibrava perfeitamente com o calor retido no seu casado e o calor produzido em sua caminhada. Uma sensação térmica confortável.
Usou o caminho até a primeira avenida para pensar no seu dia. Tinha passado aquela tarde lendo um livro no qual se identificou muito, e, por isso, tinha gostado bastante. Para ele os momentos de leitura eram também momentos de desabafos e de externalização dos seus problemas, pois reparava que os autores exprimiam em palavras o que ele sentia.
O livro que havia lido falava sobre um garoto que havia partido para morar sozinho em outra cidade, com o objetivo de estudar. Nele, o garoto relatava sua preocupações, problemas e divagações. Tentou fazer um paralelo entre sua vida e a do garoto, via que tinha muito em comum, só que no livro não havia questões amorosas que cercassem o personagem, na sua vida era Isabela o motivo de sua angústia principal.
Ela havia o mandado uma mensagem falando que não já não tinha mais interesse nele e que ela iria se afastar. Não era lá uma novidade para ele, já vinha percebendo isso nos últimos dias, nos quais ela agia de modo seco, com as conversas bem angustiantes e desagradáveis. De certa forma aquele “basta” quebrava seus grilhões, ele finalmente se livraria das angústias que ela trazia.
Foi pensando nisso que atingiu a primeira avenida e caminhou até metade dela. Foi lembrando dos seus momentos desagradáveis com Isabela que percebia que aquela situação estava longe de ser algo ruim. No meio da avenida viu um posto e resolveu entrar para comprar uma água de coco, pois tinha que se manter hidratado. Comprou-a e voltou a caminhada, onde pensou na sua estadia naquela cidade.
Era tudo muito novo para ele, aquelas pessoas, aquelas obrigações, os interesses amorosos… Infelizmente, foi introduzido tardiamente no amor, só presenciava o seu primeiro interesse romântico no seus 19 anos. Era novo na vida, ainda era jovem, ainda tinha muito o que aprender.
Pensava nos seus amigos e em como suas amizades o ajudará a se manter integro até lá. Elas eram responsáveis por o enraizar naquele ambiente, eram elas que o protegiam contra suas próprias angústias e eram elas que criavam os bons momentos no meio daquilo tudo. Foi admirando seus amigos que atingiu a outra avenida, pôs-se a pensar: “Gabriela, Bianca, Jonathan e Giza, Gabriela, Bianca, Jonathan e Giza…” e ia repetindo esses nomes para fortalecer na sua mente o amor que tinha pelo seus companheiros.
Olhou as estrelas, eram poucas mas eram o suficiente para lhe causar encanto. Vi-as e as admirava. Sentia nelas a liberdade e a sorte da sua existência. Ele era o resultado de infinitas probabilidades e da condição humana. Estava deslumbrado, já se esquecerá de Isabela e pensava somente na influência daquele momento em sua vida. Terminou sua água de coco e a jogou no lixo, a praça já estava a vista.
Foi até ela e deitou num banco, encarava as estrelas. Não sentia mais raiva de Isabela, se sentia feliz por tudo aquilo.
Respirava, a noite esfriava. “Não me abandonarei, sou forte e a partir de hoje irei me tornar mais ainda . Havia digerido aquela situação, bastava agora retornar à sua casa.
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2020.05.30 13:30 Boy-de-Calcynha Namorei um borderline, preciso de ajuda e conselhos p superar :’(

Gente, nunca usei o reddit então peço perdão se no meu post estiver alguma coisa errada. Mas venho aqui pedir ajuda, conselhos e pra quem já viveu um relacionamento com uma pessoa que tenha borderline possa me dar um pouco de paz e conforto...
A história é um pouco grande, tenho muita coisa guardada no meu peito, então peço, encarecidamente, para que leiam com calma e tenham paciência, por favor 🙏🏼
Acredito q ter textão aqui não seja problema, afinal, vejo que aqui é um lugar pra isso... (se estiver errado me avisem)
Recentemente meu relacionamento de 2 anos com outro rapaz terminou, não por vontade minha e sim porq ele havia perdido o “amor romântico” por mim... Conheci ele no tinder, em 2018, demos match e começamos a conversar, nessa época eu já tinha superado um outro relacionamento abusivo que vivi anos antes de conhecer o meu ex-atual.
(Sou homossexual, tenho 25 anos, tive ao longo da minha vida apenas 2 namorados... o primeiro relacionamento durou 4 anos, sendo desses 4 anos 2 anos de abuso. O segundo durou 2 anos e acho que teve abuso desde o começo, mas no começo com menos intensidade por conta da paixão que um sentia pelo outro, ao todo me relacionei sexualmente com 3 pessoas e o terceiro foi apenas um ficante antes de qualquer relacionamento sério que tive...)
Bom, eu frequentei até psicóloga e fui em terapia pra poder ressignificar os abusos que sofri no meu primeiro relacionamento e me sentir bem comigo mesmo... tendo esse primeiro relacionamento superado conheci esse meu segundo ex-namorado.
E ele mentiu tudo pra mim sobre ele, mentiu a idade, a profissão, o trabalho, onde morava, com quem morava, mentiu absolutamente tudo... inclusive chegou a me enviar fotos vestido como se tivesse “trabalhando” pra sustentar a mentira dele... mas como todos já sabem, uma hora a verdade chega e em alguns casos bem mais rápido do que o normal, pois é impossível sustentar uma mentira por muito tempo...
Papo vai papo vem, ele marcou de me buscar em casa de carro, carro esse q ele dizia q era do padrasto dele, como de alguma forma eu tinha uma certa insegurança fiquei arrumado da metade pra baixo e se realmente ele viesse eu so colocava uma camisa e saíamos... acontece q ele a todo momento dizia que estava vindo, que estava chegando mas chegou um hora que começou a demorar um pouco mais além da conta...
Questionei e ele disse que estava chegando, ok, desencanei e fiquei esperando... quando ele disse que estava perto da minha casa ele me enviou uma msng dizendo que iria passar na loja do pai do padrasto dele q é um pouco perto da minha casa, depois viria me buscar... acontece que ele SU MI U. Eu fiquei super triste e preocupado porq eu acreditava que tinha levado um bolo e preocupado porq nao sabia se realmente tinha acontecido algo (inclusive quando a gente ainda estava se conhecendo ele chegou a me dar outros bolos, porq ele dizia que trabalhava mas na verdade ele nunca tinha dinheiro p nada e eu tbm tinha pouco e msm assim ñ me importava q ele ñ tivesse, eu queria a companhia dele)
Ele apareceu 6h da manha do dia seguinte, respondendo as minhas mensagens dizendo que tinha vindo p minha cidade e passado na loja do pai do padrasto dele mas que na hora da saída ele foi assaltado, roubaram notebook, celular e 200 reais dele e ele passou a manhã inteira na delegacia, mas assim gente, eu depois de uns 2 dias “fuçando” descobri que tbm foi tudo invenção dele. Cheguei a pedir foto da CNH q ele nunca teve p confirmar a idade dele, cheguei a pedir o boletim de ocorrência q ele dizia que tinha feito mas nunca aconteceu e n coisas do tipo... ele nao conseguia me provar de nenhum jeito nada das invenções que ele tinha.
Bom, gente, resumidamente eu descobri outras mentiras além dessa e como eu gostava dele, marquei de me encontrar e vomitei tudo oq eu sabia pra ele, foi quando ele começou a chorar e eu vi arrependimento nele e dei uma chance, questionei se ele teria alguma coisa psicológica como mitomania (compulsão por mentira) e ele disse que tinha sido diagnosticado com borderline, depressão e se não me engano bipolaridade mas que estava “melhor” e eu nunca tive contato com pessoas que tenham esses distúrbios ou condições (desculpa se me expressei errado aqui) e como vi q ele sentia muito oq fazia dei uma chance p ele mas cobrei tratamento psicológico pra que eu continuasse... Inclusive nao briguei com ele, disse que estava ali naquele momento p eu entender ele e não pra ele se fechar e se afastar de mim...
Sabe, gente, quando eu conheci ele a família dele tinha literalmente abandonado ele, o padrasto que ama muito ele já tinha expulsado ele de casa e ele voltou p casa da mãe em outra cidade que é junto da casa da vó por conta das mentiras e das merdas que ele fazia e as duas que sei que amam ele nunca deram abertura pra ele em nada e sempre ficaram com o pé atras em tudo, os amigos tbm eram da onça e uma vez perguntei para os amigos dele sobre as mentiras e as atitudes dele e eles me flaram coisas super tristes e que principalmente já eram indiferentes com meu ex porq teriam tentado de tuuudo mas ele nunca mudava... a família dele ñ ajuda ele com quase nada e eu fui um puta pilar, apoio e companheiro com ele...
Ele já tentou suicídio 2x ou 3x, antes de me conhecer, se cortando e sangrando muito, tomando muitos remédios e tendo overdose (inclusive ele me contou esse episódio e chorei muito porq ele msm teve que ligar pra ambulância pra ser socorrido porq a família dele ja nao acreditava mais nele)
Apesar de um certo ciumes, que eu achava natural até certo ponto, o começo do nosso relacionamento foi super bom, ele era super afetuoso, super carinhoso, gostava de me agradar de n maneiras possíveis, porém com o passar do tempo fui notando comportamento abusivos e manipulação, ele tirava o celular da minha mão de qualquer jeito se a tela do meu celular simplesmente acendesse... ele ñ gostava que eu fosse pro barzinho do lado da minha faculdade tomar uma cervejinha com as minhas amigas e ir embora (coisa que eu já fazia a tanto tempo com elas) tinha ciúmes das minhas amizades, se qualquer amigo homem mandasse msng pra mim ele endoidava, ele entrou tanto na minha mente q fez eu parar de flar com os meus amigos, fez eu brigar com essas duas amigas minhas q sempre gostavam muito de mim, ele sabia que eu fazia faculdade e mandava msng o tempo inteiro perguntando oq eu estava fazendo e porq nao estava falando com ele, inclusive ele sabia meu horário de intervalo e mandava msng pra mim cobrando atenção e me questionando oq estaria fazendo já que nao estava fazendo nada porq era intervalo, eu sempre gostei de cuidar muito do meu corpo e amo fazer academia, ia todos os dias de manhã e ele sempre me mandava msng perguntando oq eu estava fazendo q era pra eu me ligar q ele tava de olho em mim e insinuando q eu poderia querer ficar com outros cara, ele queria que eu ficasse o tempo inteiro com ele e inclusive parei a academia, meu desempenho na faculdade tbm caiu e n coisas do tipo...
Sempre que a gente brigava ou discutia (o que era meio rotineiro) ele me dizia que sentia vontade de se cortar e muita vontade de se machucar mas eu não deixava ele fazer isso, sempre acalmava ele, depois de eu me envolver tanto com ele, ouvia ele dizer pra mim que eu nunca iria encontrar alguém q fizesse tudo oq ele fazia por mim, ele invertia muito os valores das coisas e sempre de alguma forma, por mais que eu estivesse certo, ele me fazia me sentir ruim e culpado pelas coisas.
O humor dele oscilava muito, ele sempre me dizia que estava angustiado, ou triste e com uma sensação de vazio muito grande... eu tentava ajudar de todos os jeitos que eu podia, incentivei ele a procurar um emprego porq ele só dormia... levantava ele quando ele se sentia triste, fazia literalmente de tudo pra ver ele bem... inclusive trouxe ele p perto dos meus amigos pra ele enxergar uma outra coisa do que eram as amizades dele, meus amigos no começo abraçaram ele e tiveram peito aberto com ele, mas ele acabou mentindo diversas vezes p meus amigos e brigado com eles por n coisas q ele inventava na cabeça dele... sempre ele surgia com um probleminha com os outros, desavenças...
No começo, quando estávamos ficando serio e eu acreditava nas coisas q ele dizia pra mim, a gente marcava de sair e ir pra casa dele pra ficarmos juntos e sempre que a gente se encontrava ele dizia que tinha perdido o dinheiro de alguma forma... depois quando era pra gente ir pra casa dele, ele inventava que sempre estava muito mal e como ñ tinha plano de saude íamos parar no UPA e eu ficava com ele, entravamos as 21h e saiamos sempre de madrugada, gente sempre tinha alguma coisa e pra gente ñ ir pra casa dele e se eu não pagasse um motel pra gente ficar, ficariamos na rua...
Gente, minha cabeça da uma bagunça, eu tento lembrar das ordens cronológicas das coisas mas foram muuuitas coisas, eu começo falando sobre algo ai acabo flando de outro e depois lembro de algo antes...
Mas assim, eu sentia que tinha conhecido o amor da minha vida e ele fez eu acreditar no pra sempre... só que quando chegou a quarentena nós tivemos q ficar um pouco separados e ele me culpou muito sobre isso, ele mora a uns 3 cidades de mim e pra eu chegar na casa dele preciso pegar 4 condução (apesar de ser 4 condução nao é longe... é mais porq eu moro numa ilha, guarujá, Baixada Santista)
E ele dizia que eu tinha que ir pra casa dele de qualquer jeito e que se eu me recusasse ate o final da quarentena nós nao estaríamos mais juntos
Eu acabei descobrindo numa madrugada q ele nao estava na casa dele e sim em outro endereço, ate hj eu nao sei a verdade, nao sei oq ele estava fazendo ali e minha intuição diz q ele me traiu... ele dizia que nao, que estava em casa o tempo inteiro e me mandou uma foto p me mostrar que estava em casa, na foto ele tava com camisa de sair, colarzinho de prata, tinha desenhado a barba, enfim.... eu terminei e ele me bloqueou fiquei “bem” por uns dias mas depois comecei a chorar muito por saudade
Ele ficou sabendo de umas coisas q postei no meu instagram e me desbloqueou, começou a me dar sermão e o tempo inteiro ele flava sobre a imagem q ele poderia passar... ai ele pediu pra gente esquecer tudo oq aconteceu e recomeçar, mas ele já tava muito confuso com tudo, eu consegui apagar tudo oq ele me fez de mal e ele fez muita coisa mas ele nao conseguiu fazer a parte dele, ele me culpa por tudo e o pior é q eu me sinto culpado
Gente, vou parar porq aqui porq ja falei demais e ao mesmo tempo eu sinto q ñ consegui falar nada... eu voltei pra psicologa mas to muito angustiado, hj tenho uma autoimagem péssima sobre mim
Meu ex não reconhece que tem borderline, ele me deixo meio maluco tbm, ele nao busca tratamento e nem quer... nao tenho dormido direito, nem comido e nem nada
Eu queria poder entender e sentir que nao sou o culpado de tudo... eu espero que vcs entendam um pouco do que eu pude contar... ps sobre tudo isso q eu pude contar, ele nao se sente arrependido de nada, é como se ele nao tivesse empatia...
Por favor, algum conselho? 🥺
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2020.05.16 04:43 altovaliriano Os Fantoches de Gelo e Fogo (Parte 1)

Texto em inglês: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/134726-the-puppets-of-ice-and-fire/
Author: KingMonkey
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– Você não é alta demais – Dunk replicou. – Você tem a altura certa para... – Percebeu o que estava prestes a dizer e corou furiosamente.
– Para? – perguntou Tanselle, inclinando a cabeça de modo inquisidor.
– Fantoches – ele completou sem convicção.
(O Cavaleiro Andante)
O fantoche em questão é o pobre e apaixonado Dunk. Duncan, o Pateta, Dunk, o Alto, cabeça-dura como uma muralha do castelo, um homem simples ao redor do qual grandes eventos giram. Não é por algo que Dunk faz que rebeliões florescem e se espalham, ou que os príncipes morrem ou se tornam reis aonde quer que ele vá. Ele não faz essas coisas acontecerem, embora ele seja o meio pelas quais elas acontecem. Ele dança enquanto o destino puxa suas cordas de marionetes para um lado e para o outro. Ele é o Bobo do Destino.
As histórias de Dunk e Egg funcionam como uma espécie de microcosmo do mundo do fogo e do gelo; vinhetas que informam e dão informações. Eles são um modo de GRRM poder explorar seu mundo paralelamente, espelhando, mas não interferindo no enredo dos livros principais. Se Dunk é um fantoche, todos os ‘jogadores’ das Crônicas também são? É um espetáculo de pantomimeiro, GRRM gosta muito de nos lembrar. Talvez ele esteja nos dizendo mais do que pensamos.
O que segue abaixo não é tanto uma teoria; mais uma observação. Existe um padrão de eventos que podem ser encontrados repetidos em ASOIAF e, o que quer que isso signifique, parece estar conectado aos mistérios principais da saga. Eu suspeito que efetivamente é o mistério principal da saga.
Esses ecos podem ser um dispositivo puramente literário, um uso de paralelismo para reunir idéias compartilhadas. Pode ser algo um pouco maior. Um ritual em que as pessoas se deparam, mais ou menos acidentalmente, mais ou menos conscientemente. Ou pode ser um desses eventos criados pelas ondulações mágicas no rio do tempo, que fazem com que eventos se repitam como ecos antes e depois. Ou talvez seja uma história, desesperada para ser contada, vazando nas narrativas de muitos personagens e moldando as histórias deles a sua imagem e semelhança. Talvez seja uma mistura disto tudo.
Cada vez que vemos esses eventos ecoarem, alguns detalhes são compartilhados e outros são alterados. É como se a história estivesse lutando para ser realizada, mas o ritual nunca é realmente cumprido. Entre as lutas pessoais dos personagens que lemos, há uma luta maior que eles estão lutando sem saber. Um destino que puxa suas cordas de marionetes e os faz dançar ao som da canção de gelo e fogo.
Tudo parecia tão familiar, como um espetáculo de pantomimeiros que ele já vira antes. Só que os pantomimeiros haviam mudado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Tudo começa com a Torre da Alegria. A linguagem que Martin usa no sonho de Eddard é diferente de quase tudo que há nos livros. É um sonho, com certeza, mas há mais do que isso. A linguagem é ricamente poética de uma maneira que Martin raramente emprega, e o diálogo é altamente antinatural e ritualístico. Tudo na maneira como está escrito grita que é altamente importante para o leitor.
A cena da Torre da Alegria é apresentada a nós como um mistério e parece ter uma conexão com o subjacente tema central de fogo e gelo. As pessoas gastam muito tempo tentando analisar essa cena vital da Torre da Alegria, mas geralmente perdem um ponto importante: os eventos na Torre da Alegria não são únicos.
Ao longo do texto, há vários ecos da Torre da Alegria, cenas que à primeira vista não parecem relacionadas, mas compartilham uma conexão às vezes muito clara. Quando começamos a procurar qualquer padrão, é inevitável encontrá-los em todos os lugares. Encontrar padrões e paralelos é o truque favorito do cérebro. Por esse motivo, peço cautela com o que você está prestes a ler. Mas acho que você concordará que pelo menos a maior parte disso é real, porque se encaixa um pouco bem demais para não ser.
Não sou a primeira pessoa a notar pelo menos alguns desses ecos. Muitas pessoas já examinaram as idéias discutidas aqui antes. Nem tudo é de forma alguma novo, mas se alguém já juntou tudo isso antes, eu nunca vi. É algo que vale a pena fazer, porque ajuda a contextualizar muitas idéias e teorias diferentes,
O primeiro desses ecos acontece logo após o sonho de Ned Stark e é fácil de entender, porque o próprio Ned percebe que é um eco.

Os quatro grandes

1 - A Fortaleza de Maegor
Os aposentos reais ficavam na Fortaleza de Maegor, um maciço e quadrado forte que se aninhava no coração da Fortaleza Vermelha por trás de muralhas com três metros e meio de espessura e um fosso seco coberto de espigões de ferro, um castelo dentro do castelo. Sor Boros Blount guardava a extremidade mais afastada da ponte, com a armadura de aço branco que o fazia parecer um fantasma à luz da lua. Lá dentro, Ned passou por dois outros cavaleiros da Guarda Real: Sor Preston Greenfield estava ao fundo das escadas, e Sor Barristan Selmy esperava à porta do quarto do rei. Três homens de manto branco, pensou, recordando, e sentiu-se atravessado por um estranho frio.
(AGOT, Eddard XIII)
A coisa mais importante sobre esse eco é que o GRRM nos diz que está lá. O frio de Ned ao ver a conexão em si convida o leitor a reconhecer esse eco e procurar mais. Pouco depois de ter seu sonho, Ned entra em uma torre guardada por três guarda-reis, para ver um ente querido moribundo (Robert é "mais próximo que um irmão"). Existem mais conexões do que aquelas quando olhamos mais de perto.
Sete pessoas foram citadas fora os três guardas reais e o "irmão" moribundo: Ned: Cayn, Tomard, Cersei, Pycelle, Varys e Renly. Sete e três, como no sonho. Ned exige saber onde estava a Guarda Real quando os eventos que àquele momento aconteceram ("Onde estava Sor Barristan e a Guarda Real?" vs. "eu me pergunto onde estariam"). O quarto cheira a sangue. Ned faz uma promessa. Estes são todos os elementos compartilhados com a sequência Torre da Alegria. GRRM nos diz o seguinte: “Prometa-me, Ned, disse a voz de Lyanna num eco".
Existem outros elementos compartilhados também? Não sabemos tudo o que aconteceu no Torre da Alegria, então talvez alguns desses eventos desconhecidos também ecoem aqui. Robert fala com Ned sobre seus preparativos para o funeral, como Lyanna fez também. Ele até decide preservar a vida de uma criança Targaryen, parente de Rhaegar. As últimas palavras de Roberts são "Tome conta dos meus filhos por mim". As palavras de Lyanna poderiam muito bem ter sido bastante parecidas.
2 - O sonho de Cersei
Sonhou um sonho antigo, sobre três garotas com manto marrom, uma velha encarquilhada e uma tenda que cheirava a morte.
Sonhava um sonho antigo: três garotas de mantos marrons, uma velha rabugenta e uma barraca que cheirava a morte.
(AFFC, Cersei VIII)
O sonho de Cersei, onde ela se lembra de sua visita a Maggy, a Rã, parece ter pouca conexão com a Torre da Alegria, mas reproduz grande parte da linguagem do sonho de Ned. Temos que olhar um pouco mais de perto para ver os paralelos.
Cersei e suas duas companheiras fazem três. Elas não são guardas-reais, mas estão usando mantos. Em uma estranha inversão da Torre da Alegria, as três são quem tentam entrar, em vez dos que estão vigiando. Ficamos "No sonho, os pavilhões eram sombreados, e os cavaleiros e servos por quem passavam eram feitos de névoa", obviamente remanescente dos de Ned. "No sonho, os pavilhões encontravam-se cobertos de sombras, e os cavaleiros e criados por que passavam eram feitos de neblina".
Não há torre aqui, eles entram em uma tenda. Há alguém deitado na cama naquela barraca, mas é uma maegi, e não uma garota moribunda, embora a barraca cheire a morte. Como na Torre da Alegria, há quatro perguntas e há sangue. Recebemos um eco final com "Mas, no sonho, seu rosto se dissolveu, derretendo-se em fios de névoa cinzenta até que tudo o que restou foram dois olhos vesgos e amarelos, os olhos da morte", em comparação com o sonho da Torre da Alegria, "Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue, azul como os olhos da morte."
Há tantos detalhes diferentes aqui que é o eco fica distante, mas óbvio. Pode nos dizer algo mais sobre o original. As perguntas de Cersei são sobre os filhos que ela acredita que terá com Rhaegar. Embora ela seja uma das três, Cersei é um tipo de substituto para Lyanna. Lyanna roubou dois reis de Cersei, e isso faz de Cersei uma espécie de Lyanna mal-sucedida. Talvez então esse eco, apesar da linguagem obviamente semelhante, seja um exemplo de uma falha desse ritual, ou ciclo de eventos, ainda em desdobramento.
3 - A batalha no bordel
Outro desses ecos ocorre antes mesmo de chegarmos ao sonho de Ned, tornando-o particularmente difícil de identificar (o crédito vai para Pretty Pig, acredito, por achar esse).
Em A Guerra dos Tronos, cap. 35, Ned Stark visita um bordel. Enquanto estava lá, Ned prometeu a uma garota que seu filho bastardo não ficaria desamparado, ela sorriu um sorriso que "lhe destroçara o coração", e seus pensamentos voltaram-se para Lyanna, depois para Jon e depois para Rhaegar. Este é um paralelo óbvio ao encontro de Ned com Lyanna, mas o paralelo da Torre da Alegria está longe de terminar por aqui. Depois de deixar o bordel, Eddard é abordado por Jaime, e a cena é bastante familiar.
As conexões aqui precisam de um pouco mais de concentração, mas a primeira é bem clara. Jaime veio exigir o retorno de seu irmão, que foi sequestrado enquanto viajava perto de Harrenhal. Ned foi a Torre da Alegria para exigir o retorno de sua irmã, que foi seqüestrado enquanto viajava perto de Harrenhal.
Existem outros links também. Os oponentes de Ned estão encobertos, embora sejam mais escarlates do que brancos. Os homens de Ned estão a cavalo, mas as pessoas contra quem ele luta estão a pé, na vida como era em seu sonho. Há um Lannister (Jaime) que não está a pé, como se quisesse chamar a atenção para o seu cavalo, que é mencionado várias vezes. O cavalo é um "garanhão baio puro-sangue" ou, em outras palavras, um garanhão vermelho, como o "grande garanhão vermelho" de Lorde Dustin, o único cavalo descrito no sonho da Torre da Alegria.
Nós temos “os homens de Ned tinham puxado as espadas, mas eram três contra vinte" aqui, como " Os espectros de Ned puseram-se ao seu lado, com espadas fantasmagóricas nas mãos. Eram sete contra três". Se você tem alguma dúvida em ralação à discrepância nos números, pergunte-se por que o GRRM optou fazer com que Ned visse a luta em termos de vinte contra três, quando, na verdade, havia quatro homens lá. Ned esqueceu de se contar.
Temos "fantasmas em mantos vermelhos", que soam familiares em razão da referências a sombras / névoa / espectros que vemos no sonho da Torre da Alegria e de Cersei. Ned é acompanhado por Jory Cassel aqui, como foi acompanhado pelo pai de Jory na torre. Oito homens morreram na luta, exatamente como na Torre da Alegria.
4 - A Tenda da Alegria, os Dançarinos de gelo e fogo
Como você tem uma Guarda Real se não for um rei? Se você é um khal, em vez disso, você tem companheiros de sangue e Drogo tinha três. Cohollo, Qotho e Haggo encontram seu fim lutando fora de uma barraca; lá dentro, alguém está morrendo de febre. Os paralelos aqui são muitos e os eventos claramente mágicos por natureza.
No capítulo 64 de A Guerra dos Tronos, podemos estar diante do evento original que ecoou para trás e para a frente no tempo, ou da realização que mais chegou perto do ritual que o destino demanda que seja realizado, ou de um negativo sombrio do Torre da Alegria.
Os três Companheiros de Sangue são reflexos sombrios dos três guardas reais na Torre da Alegria. Cohollo, lembremos, é um homem velho. Como o "velho Sor Gerold Hightower", temos o "velho Cohollo". Qotho é temível com o arakh, como Dayne era um temível com a espada: "Qotho dançou para trás, fazendo girar o arakh por cima da cabeça num borrão cintilante, rilhando como um relâmpago, quando o cavaleiro arremeteu numa investida. Sor Jorah fez a melhor parada que foi capaz, mas os golpes sucediam-se tão depressa que parecia a Dany que Qotho tinha quatro arakhs em outras tantas mãos" (AGOT, Daenerys VIII). Dayne "tinha um sorriso triste nos lábios", enquanto "os lábios de Qotho mostraram seus dentes tortos e escuros numa terrível caricatura de sorriso". A luta no Torre da Alegria começa quando Dayne puxa sua espada. A luta na tenda quando Qotho puxa seu arakh. A espada de Dayne está "viva de luz". O Arakh de Qotho era um “borrão cintilante, brilhando como um relâmpago”.
Diante dos três estão sete: Jhogo, Aggo, Jorah, Rakharo, Dany, Quaro e Mirri Maz Duur. Apenas seis mortes ocorreram na barraca: Rhaego, Cohollo, Qotho, Quaro, Haggo e o cavalo de Drogo, mas houve mais duas mortes temporariamente suspensas, Mirri Maz Duur e Drogo, para compor as oito:
[Daenerys]: Diga-me lá outra vez o que salvou.
– A sua vida.
Mirri Maz Duur soltou uma gargalhada cruel.
– Olhe para o seu khal e veja de que serve a vida quando todo o resto desapareceu.
(AGOT, Daenerys IX)
Dany recusa a sugestão de Jorah de fugir para Asshai, como os três guarda reais não fogem. Lorde Dustin tinha um "grande garanhão vermelho" na Torre da Alegria. O "grande garanhão vermelho" de Drogo é sacrificado na barraca.
Na Torre da Alegria, "Ned colocara depois a torre abaixo, e usara suas pedras sangrentas para construir oito montes sepulcrais no topo daquela colina.". A tenda de "sedareia salpicada de sangue" de Drogo desempenha um papel semelhante. Em sua pira funerária, Dany queima os tesouros de Drogo... e o primeiro item mencionado é sua tenda.
No Torre da Alegria havia um "céu riscado de sangue", na tenda o "céu era de um vermelho ferido".
"Dentro da tenda, as sombras rodopiavam" ecoam na iconografia de sombras que vimos na Torre da Alegria, no sonho de Cersei e na Batalha no Bordel.
Um dos detalhes mais intrigantes e intricados da cena da barraca é: " Dentro da tenda, as formas dançavam, escuras contra a sedareia, rodeando o braseiro e o banho sangrento, e algumas não pareciam humanas. Vislumbrou a sombra de um grande lobo, e outra que era como um homem envolvido em chamas".
O próximo capítulo de Dany começa com seu próprio sonho febril. No sonho, Drogo desaparece com as estrelas, Jorah desvanece, Viserys queima, Dany queima, Rhaego queima e Rhaegar queima. O homem envolto em chamas é um Targaryen, o lobo é obviamente um Stark. Não é exagero dizer que na Torre da Alegria, um grande lobo e um homem de fogo dançaram também.
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2020.04.27 15:05 jorgemrdf Cristo em Senhor dos Anéis [Parte I]

Cristo em Senhor dos Anéis

1.Esclarecimentos anteriores

Antes de começarmos, faz-se necessário esclarecer que a incrível obra de J.R.R. Tolkien pode sim ser lida sem o escopo cristão. Afinal, os escritos de O Senhor dos Anéis não compõem uma alegoria cristã, fato atestado pelo próprio autor em diversas cartas. Contudo, também é verdade que, através das mesmas cartas, Tolkien expressou que, apesar de não intentar em criar alegorias cristãs, vivera uma vida tradicionalmente cristã e, portanto, muito de seus ideais acabaram por fazer parte de todo o universo da Terra-Média.
Durante toda a obra, quatros personagens saltam aos olhos, em parte por suas respectivas jornadas tão cheias de vida e de morte, de luz e de escuridão, e que escuridão enfrentaram homens, elfos, anões e pequenos hobbits. Tais heróis atravessaram momentos de tamanho sofrimento que a própria ideia de voltar para aquele mundo belo e pacífico parecia sem sentido e impossível:
“É como nas grandes histórias, Sr. Frodo, as que realmente importaram. Cheias de escuridão e perigo, e às vezes você não quer saber o fim. Porque como o final poderia ser feliz? Como o mundo poderia voltar ao modo como era quando tantas coisas ruins haviam acontecido? Mas no final, é apenas uma coisa passageira, essa sombra. Mesmo a escuridão deve passar. Um novo dia virá. E quando o sol brilhar, ele resplandecerá mais claro. Essas foram as histórias que ficaram com você. Elas significaram algo, mesmo que você fosse muito pequeno para entender o porquê. Mas eu acho, Sr. Frodo, que eu entendo. Eu sei agora. As pessoas nessas histórias tiveram muitas chances de voltar atrás, só que não o fizeram. Eles continuaram, porque estavam segurando em algo. […] O bem que há neste mundo, Sr. Frodo, pelo qual vale a pena lutar.”
Porém, mesmo quando as chamas malignas de um mundo antigo se puseram em seu caminho, esses quatro heróis continuaram sua jornada. Uma jornada que, para cada um dos quatro heróis, traduzia um fragmento de Cristo. Foi ao longo dessa jornada que pudemos conhecer a coragem e o martírio dos hobbits Frodo e Sam, a bondade e o resplendor do rei dos homens, Aragorn, e a sabedoria e caridade do mago Gandalf.
Obs.: Abordarei os personagens com base nas obras literária e filmográfica de O Senhor dos Anéis por serem as mais conhecidas, deixando de fora os conhecimentos da obra “O Silmarillion”.
Obs².: Por achar que o texto ficará muito longo, dividirei em três ou quatro partes.

2.Gandalf: o profeta

Já no início do volume “A Sociedade do Anel”, somos introduzidos a um homem já envelhecido, possuidor de uma longa barba, um chapéu pontudo, vestes humildes e um cajado de madeira.
Gandalf era mais baixo que os outros dois, mas seus longos cabelos brancos, a vasta barba prateada e os ombros largos conferiam-lhe a aparência de algum rei sábio de antigas lendas. Em seu rosto envelhecido, adornado por grossas sobrancelhas brancas, os olhos escuros pareciam ser feitos de carvão, prontos a se acender em chamas a qualquer momento.( The Fellowship of the Ring, “Many Meetings”)
Contudo, o que mais nos encanta na figura de Gandalf não é sua aparência humilde e imponente, mas sua personalidade gentil, ainda que severa, e profunda, porém, acessível a todos aqueles que o procuram por orientação. Como Jesus, Gandalf, não importa aonde vá, busca ajudar os outros, restaurar a fé no bem vindouro, inflamar as chamas da esperança de dias melhores e guiar-nos na batalha contra o mal que nos impede de alcançar a paz e a felicidade. Sem nunca descansar, o mago cinzento percorre toda a Terra-Média e, entre elfos, homens, anões e, até mesmo, pequenos hobbits, ele espalha as sementes de um mundo melhor.

2.1.O Sacrifício na ponte de Khazad-dûm

Em dado momento, Gandalf e seus companheiros se deparam com duas opções: continuar seu caminho por Caradhras, desafiando, portanto, o poder de Saruman que usava de suas magias para impedir o avanço da Sociedade, ou tomar o caminho que passa pelas Minas de Moria, um antigo lar dos anões onde as chamas do passado ainda queimavam. A decisão restou nas mãos de Frodo. E ele decidiu por atravessar a Montanha pelo caminho de Moria.
A lenta jornada através da montanha chega a um terrível clímax quando a Sociedade é perseguida por uma criatura demoníaca do mundo antigo, o Balrog. Novamente a Sociedade se encontrava numa situação difícil. E , naquela hora mais escura e desesperadora, cercados pelas chamas, pela escuridão e pelas flechas pontiagudas de milhares de goblins e orcs, o sábio mago percebeu que não havia qualquer chance de que a Sociedade sobrevivesse àquilo inteira. Gandalf entende, então, que sua jornada deveria encontrar seu fim ali para que a jornada de muitos outros pudesse continuar.
Como Jesus uma vez disse:
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.”
(João 15:13)
Então, enquanto o resto da Sociedade do Anel atravessava a ponte de Khazad-dûm e o Balrog conhecido como Perdição de Durin se aproximava daquelas boas almas cheias de vida, Gandalf parte para a retaguarda da coluna que atravessava a ponte e desafia a besta demoníaca sozinho.
Sozinho, o sábio e bondoso mago interrompe o avanço do monstro e sacrifica-se para garantir a segurança de seus amigos. Porém, a história de tal homem não terminaria ali.

2.2.A Ressurreição de Gandalf

Após cair da ponte, Gandalf batalhou durante dias com o Balrog de Moria. Até que, depois de muita luta, indo desde o interior da Terra, onde as montanhas criam suas raízes, até o cume das montanhas, Gandalf saiu vitorioso. Contudo, tal batalha lhe custaria a vida. Porém, quando as lágrimas ainda caíam e o mundo parecia perder a esperança, pelas forças dos Valar, Gandalf ressuscita.
Gandalf, ressuscitado como o mago branco, atinge sucesso em sua missão de unir os povos uma vez mais para lutarem contra as forças do mal. Ele nos mostra como o amor por criaturas falhas, como as que habitavam a Terra-Média, o fez triunfar sobre a morte.
Na figura de Gandalf, Tolkien nos ensina o poder do sacrifício de Cristo na cruz. Um homem que, por amor a humanidade, tornou-se o cordeiro que redime todo o pecado do mundo. Um homem que, por amor ao homens, venceu a própria morte e ascendeu aos céus, onde continua a zelar por cada um de nós. Um homem que, assim como Gandalf, resistiu as tentações do mal para continuar sua missão pacificadora.
“…Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.”(Lucas 4:1–13)

— Mas tenho tão pouco dessas coisas! Você é sábio e poderoso. Você não ficaria com o Anel? — Não! — gritou Gandalf, levantando-se de repente. — Com esse poder eu teria um poder grande e terrível demais. E comigo o Anel ganharia uma força ainda maior e mais fatal. — Seus olhos brilharam e seu rosto se acendeu como se estivesse iluminado por dentro. — Não me tente! Pois eu não quero ficar como o próprio Senhor do Escuro. Mas o caminho do Anel até meu coração é através da piedade, piedade pela fraqueza e pelo desejo de ter forças para fazer o bem. Não me tente! Não ouso tomá-lo, nem mesmo para mantê-lo a salvo, sem uso. O desejo de controlá-lo seria grande demais para minhas forças. E vou precisar delas. Grandes perigos me esperam(O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel: Cap. II: A Sombra do Passado)
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2020.04.27 14:20 jorgemrdf Cristo em Senhor dos Anéis[Parte I]

Cristo em Senhor dos Anéis

1.Esclarecimentos anteriores

Antes de começarmos, faz-se necessário esclarecer que a incrível obra de J.R.R. Tolkien pode sim ser lida sem o escopo cristão. Afinal, os escritos de O Senhor dos Anéis não compõem uma alegoria cristã, fato atestado pelo próprio autor em diversas cartas. Contudo, também é verdade que, através das mesmas cartas, Tolkien expressou que, apesar de não intentar em criar alegorias cristãs, vivera uma vida tradicionalmente cristã e, portanto, muito de seus ideais acabaram por fazer parte de todo o universo da Terra-Média.
Durante toda a obra, quatros personagens saltam aos olhos, em parte por suas respectivas jornadas tão cheias de vida e de morte, de luz e de escuridão, e que escuridão enfrentaram homens, elfos, anões e pequenos hobbits. Tais heróis atravessaram momentos de tamanho sofrimento que a própria ideia de voltar para aquele mundo belo e pacífico parecia sem sentido e impossível:
“É como nas grandes histórias, Sr. Frodo, as que realmente importaram. Cheias de escuridão e perigo, e às vezes você não quer saber o fim. Porque como o final poderia ser feliz? Como o mundo poderia voltar ao modo como era quando tantas coisas ruins haviam acontecido? Mas no final, é apenas uma coisa passageira, essa sombra. Mesmo a escuridão deve passar. Um novo dia virá. E quando o sol brilhar, ele resplandecerá mais claro. Essas foram as histórias que ficaram com você. Elas significaram algo, mesmo que você fosse muito pequeno para entender o porquê. Mas eu acho, Sr. Frodo, que eu entendo. Eu sei agora. As pessoas nessas histórias tiveram muitas chances de voltar atrás, só que não o fizeram. Eles continuaram, porque estavam segurando em algo. […] O bem que há neste mundo, Sr. Frodo, pelo qual vale a pena lutar.”
Porém, mesmo quando as chamas malignas de um mundo antigo se puseram em seus caminhos, esses quatro heróis continuaram sua jornada. Uma jornada que, para cada um dos quatro heróis, traduzia um fragmento de Cristo. Foi ao longo dessa jornada que pudemos conhecer a coragem e o martírio dos hobbits Frodo e Sam, a bondade e o resplendor do rei dos homens, Aragorn, e a sabedoria e caridade do mago Gandalf.
Obs.: Abordarei os personagens com base nas obras literária e filmográfica de O Senhor dos Anéis por serem as mais conhecidas, deixando de fora os conhecimentos da obra “O Silmarillion”.
Obs².: Por achar que o texto ficará muito longo, dividirei em três ou quatro partes.

2.Gandalf: o profeta

Já no início do volume “A Sociedade do Anel”, somos introduzidos a um homem já envelhecido, possuidor de uma longa barba, um chapéu pontudo, vestes humildes e um cajado de madeira.
Gandalf era mais baixo que os outros dois, mas seus longos cabelos brancos, a vasta barba prateada e os ombros largos conferiam-lhe a aparência de algum rei sábio de antigas lendas. Em seu rosto envelhecido, adornado por grossas sobrancelhas brancas, os olhos escuros pareciam ser feitos de carvão, prontos a se acender em chamas a qualquer momento.( The Fellowship of the Ring, “Many Meetings”)
Contudo, o que mais nos encanta na figura de Gandalf não é sua aparência humilde e imponente, mas sua personalidade gentil, ainda que severa, e profunda, porém, acessível a todos aqueles que o procuram por orientação. Como Jesus, Gandalf, não importa aonde vá, busca ajudar os outros, restaurar a fé no bem vindouro, inflamar as chamas da esperança de dias melhores e guiar-nos na batalha contra o mal que nos impede de alcançar a paz e a felicidade. Sem nunca descansar, o mago cinzento percorre toda a Terra-Média e, entre elfos, homens, anões e, até mesmo, pequenos hobbits, ele espalha as sementes de um mundo melhor.

2.1.O Sacrifício na ponte de Khazad-dûm

Em dado momento, Gandalf e seus companheiros se deparam com duas opções: continuar seu caminho por Caradhras, desafiando, portanto, o poder de Saruman que usava de suas magias para impedir o avanço da Sociedade, ou tomar o caminho que passa pelas Minas de Moria, um antigo lar dos anões onde as chamas do passado ainda queimavam. A decisão restou nas mãos de Frodo. E ele decidiu por atravessar a Montanha pelo caminho de Moria.
A lenta jornada através da montanha chega a um terrível clímax quando a Sociedade é perseguida por uma criatura demoníaca do mundo antigo, o Balrog. Novamente a Sociedade se encontrava numa situação difícil. E , naquela hora mais escura e desesperadora, cercados pelas chamas, pela escuridão e pelas flechas pontiagudas de milhares de goblins e orcs, o sábio mago percebeu que não havia qualquer chance de que a Sociedade sobrevivesse àquilo inteira. Gandalf entende, então, que sua jornada deveria encontrar seu fim ali para que a jornada de muitos outros pudesse continuar.
Como Jesus uma vez disse:
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.”
(João 15:13)
Então, enquanto o resto da Sociedade do Anel atravessava a ponte de Khazad-dûm e o Balrog conhecido como Perdição de Durin se aproximava daquelas boas almas cheias de vida, Gandalf parte para a retaguarda da coluna que atravessava a ponte e desafia a besta demoníaca sozinho.
Sozinho, o sábio e bondoso mago interrompe o avanço do monstro e sacrifica-se para garantir a segurança de seus amigos. Porém, a história de tal homem não terminaria ali.

2.2.A Ressurreição de Gandalf

Após cair da ponte, Gandalf batalhou durante dias com o Balrog de Moria. Até que, depois de muita luta, indo desde o interior da Terra, onde as montanhas criam suas raízes, até o cume das montanhas, Gandalf saiu vitorioso. Contudo, tal batalha lhe custaria a vida. Porém, quando as lágrimas ainda caíam e o mundo parecia perder a esperança, pelas forças dos Valar, Gandalf ressuscita.
Gandalf, ressuscitado como o mago branco, atinge sucesso em sua missão de unir os povos uma vez mais para lutarem contra as forças do mal. Ele nos mostra como o amor por criaturas falhas, como as que habitavam a Terra-Média, o fez triunfar sobre a morte.
Na figura de Gandalf, Tolkien nos ensina o poder do sacrifício de Cristo na cruz. Um homem que, por amor a humanidade, tornou-se o cordeiro que redime todo o pecado do mundo. Um homem que, por amor ao homens, venceu a própria morte e ascendeu aos céus, onde continua a zelar por cada um de nós. Um homem que, assim como Gandalf, resistiu as tentações do mal para continuar sua missão pacificadora.
“…Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.”(Lucas 4:1–13)

— Mas tenho tão pouco dessas coisas! Você é sábio e poderoso. Você não ficaria com o Anel? — Não! — gritou Gandalf, levantando-se de repente. — Com esse poder eu teria um poder grande e terrível demais. E comigo o Anel ganharia uma força ainda maior e mais fatal. — Seus olhos brilharam e seu rosto se acendeu como se estivesse iluminado por dentro. — Não me tente! Pois eu não quero ficar como o próprio Senhor do Escuro. Mas o caminho do Anel até meu coração é através da piedade, piedade pela fraqueza e pelo desejo de ter forças para fazer o bem. Não me tente! Não ouso tomá-lo, nem mesmo para mantê-lo a salvo, sem uso. O desejo de controlá-lo seria grande demais para minhas forças. E vou precisar delas. Grandes perigos me esperam(O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel: Cap. II: A Sombra do Passado)
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2020.04.10 08:37 Pomiwl Ninguém Precisa Saber Capítulo 2

II. MUITA COISA MUDOU
A luz da lua banhava, junto das milhares de estrelas que a acompanhavam numa imensidão negra, a copa das árvores da Floresta de Mouneet. Deslizando morro abaixo, por entre árvores e arbustos, uma vasta clareira expandia-se ao centro do local. Diana observava o céu — aquele grande poço de tinta escura, manchado apenas por pintas pontilhadas, com o tom de branco tão puro quanto as asas de um anjo. Algumas nuvens cinzentas voavam acima de sua cabeça, acompanhadas de corujas e corvos que encontravam seu caminho de volta para casa. Era a hora dos predadores atacarem. E, mesmo assim, parecia mais bela do que nunca. A garota tornou a folhear a caderneta que segurava em suas mãos. Apoiava suas costas em uma das pedras que espalhavam-se pela clareira, com tamanhos que variavam com constância. Não era confortável, afinal; mas era o que a natureza a disponibilizara no momento. Estava lá, sozinha, sem rumo, sem caminho. Sem qualquer guia, apenas as estrelas que indicavam o caminho ao distante norte. Ajeitou seus olhos com o dedo indicador, os deslizando por seu nariz até que estivesse na posição adequada, cobrindo suas sobrancelhas ruivas como o seu cabelo, vermelho como ferrugem ou como a chama ardente da pequena lareira que crepitava a sua frente. Esticou as pernas por debaixo do cobertor que carregara de sua barraca até o local, para que ficasse mais próxima de sua única fonte de luz e para que pudesse ler suas anotações antigas. Reluzindo a capa de couro negra, as indicações “este diário pertence a Diana Evolwood”, em auto-relevo. Ela inclinava sua cabeça levemente para frente para que pudesse ler o título de cada dia que passara em sua vida, onde registrara tudo que havia acontecido. Às vezes, gostava de relembrar o tempo quando ainda tinha alguma companhia além de Khan, seu fiel gato, que no momento descansava dentro da barraca. Passava os olhos sobre o título de cada dia do diário. “O dia em que fomos acampar”, “o dia em que fomos ao parque de diversões” eram algumas das diversas memórias que vinham a sua cabeça, vívidas como se houvessem acontecido no dia anterior, apesar dos diversos meses que haviam passado desde que tudo aconteceu. Continuava folheando até que deparou-se com uma página em branco, apenas com um largo título no topo da página amarelada. “O dia em que tudo acabou” diziam as letras marcadas por uma tinta preta que manchou levemente o papel. Rapidamente, tornou-se insegura, como se tivesse sido emergida em pura tensão e horror repentinas, seguidos de alguns soluços breves. Por algum motivo, mesmo relembrando todos os dias daquela vazia página, não esperava a encontrar folheando aleatoriamente a caderneta em busca de algumas memórias agradáveis que a fizesse se sentir um pouco mais segura. O coração da jovem acelerou, e ainda mais lembranças vieram à tona. Dessa vez, não era aquele mesmo bom sentimento de nostalgia ou conforto. Era dor. Dor, angústia e desespero. Seus olhos arregalaram-se e, por mais que tentasse lutar contra aqueles pensamentos, não pôde evitar que algumas lágrimas se acumulassem por detrás de seus óculos. Diana encolheu-se, deixando a caderneta cair no chão, levantando uma poeira momentânea e provocando um curto ruído — o suficiente para despertar Khan, que levantou sua cabeça dentro da barraca. Ao menos, era o que sua silhueta através do tecido da tenda mostrava. Lembrou-se do conselho que recebera há algum tempo. “Deve lutar contra seus traumas, mesmo que pensar neles já seja doloroso.” Inspirando um pouco de ar pelo nariz e fungando, recolheu as lágrimas e ergueu novamente seu corpo contra a pedra. Este era o motivo pelo qual estava lá. Não poderia deixar que tudo fosse em vão. Olhou para o céu novamente, que não havia mudado nem por um instante. Qual era o propósito daquilo tudo? Uma garota de sua idade deveria estar na escola, como qualquer outra adolescente. A escuridão costumava a assustar, mas, após conviver com ela por tanto tempo, passou a se sentir segura emergida em um poço sem fundo, onde nada podia ver além de um abismo de incerteza. Este era seu futuro. “Um abismo de incerteza”. Recuperando seu fôlego, pegou seu diário e limpou sua capa de couro com a outra mão. Agora, era sua mão que estava coberta de poeira. Deixando apenas uma única lágrima cair sobre a folha, leu em voz alta um anexo preso à página — uma passagem de jornal, que exibia a imagem de um garoto que se parecia muito com a própria Diana. — “O desaparecimento de Max Evolwood”. Sua voz estava ainda mais rouca do que antes, e suas pálpebras quase caíram sobre os olhos do peso de várias noites mal dormidas que carregavam. Fitou a clareira onde se encontrava. Assegurou-se de que estavam completamente sozinhos. Catou o primeiro graveto que viu a sua frente e jogou sobre o fogo, fazendo com que resquícios de brasas passadas voassem ao alto por um instante e, em pouco tempo, irrompeu-se em chamas, bem como as demais lenhas. Ajoelhou-se na terra, guiando seu corpo pelos seus braços, que encontraram o zíper que fechava a entrada da barraca. Abriu-o, deixando a claridade da lareira invadir o local, que estava bem mais quente do que o lado de fora. Khan estava lá, encolhido, mas ela mal prestou atenção em seu amigo. Carregando seu cobertor que arrastava-se completamente pelo chão, acumulando certa quantidade de poeira e sujeira — fato com o qual ela não parecia se importar — em sua ponta. Levava a caderneta abaixo de seu braço, coberto por inteiro por uma blusa de manga comprida com um delicado tom de escarlate, roupa que já usava há dias desde que havia deixado Lyrion. O teto da barraca era baixo, fazendo com que ela não pudesse se estabelecer de forma tão confortável mas, definitivamente, era bem melhor do que dormir lá fora. O tecido da tenda era esverdeado, camuflando-se entre as cores da floresta. Quando deitava no chão, podia sentir a grama e as pedras espetando seu corpo, logo abaixo daquela fajuta camada de pano. Mas, mesmo assim, o sono da garota era tanto que ela simplesmente repousou a cabeça sobre um amontoado de roupas velhas — que improvisaram como sendo um travesseiro — e fechou seus olhos, mergulhando em um sono profundo.
As luzes da sirene policial brilhavam sobre a parede branca da sua sala, irrompendo pela larga janela de sua casa com força. Diana havia acabado de acordar — o poderoso som provocado pela viatura parecia não ter perturbado somente à ela, mas a todo o bairro, que se reuniu na frente de sua cara para saber o que houve. Mas, a primeira coisa que notou quando abriu seus olhos foi a cama de Max, seu irmão, estava completamente vazia — os lençóis bagunçados, bem como os travesseiros brancos. A partir daí, já tinha um mal pressentimento sobre o que veria a seguir. Seguiu com os pés descalços até o corredor, provocando um irritante ruído quando abriu a porta. Ainda não estava completamente dispersa, esfregando os olhos com o punho fechado e bocejando. Passou por duas portas — o banheiro e o quarto de seus pais. Caminhou em direção à sala. À medida que se aproximava, começou a escutar algumas palavras soltas, interrompidas por soluços vindos de outra pessoa — sua mãe. — Nós daremos o máximo para encontrarmos Max, mas não garantimos nada — comentou um homem desconhecido, vestido com trajes policiais. Se deparou com dois homens que nunca havia visto na vida sentados nas poltronas da sala de estar, enquanto seus pais estavam sentados no divã. Rachel cobria seu rosto, com os cotovelos apoiados sobre as coxas, deixando escorrer lágrimas por seu antebraço. Ed a consolava, passando a mão por seu pescoço, mas também aparentava estar extremamente preocupado. — Acho melhor darmos um tempo para vocês conversarem. Continuaremos com as perguntas depois — finalizou, suspirando ao perceber a presença de Diana que, apesar de não saber exatamente o que acontecia, tinha suas suspeitas. Rachel levantou o rosto. Seu rosto estava inchado e vermelho, com lágrimas queimando em sua face. Estava claramente fraca, os olhos profundos de uma noite mal dormida. Parecia estar prestes a desmaiar a qualquer instante. Diana nunca havia visto sua mãe desta forma. Ela ainda utilizava seu pijama, molhado por pequenos pontos mais escuros que destacavam-se sobre sua blusa branca. Estava trêmula. Ed parecia tentar disfarçar seu choro, piscando frequentemente para livrar-se de suas lágrimas. Diana nunca entendeu, já que a sua vida inteira foi ensinada que você sempre deve demonstrar seus sentimentos, e que guardar tudo para você te faz mal. De uma forma ou de outra, também estava claro o quão preocupado estava. — Ah, minha filha... Mal conseguiu completar sua frase. O piso da sala, gelado, cobria o corpo da garota como um balde de água fria derramado sobre seus cabelos castanhos. Em pouco tempo, já soube o que havia acontecido. Sentiu como se seu coração parasse e saltasse pela sua boca, talvez em busca de um lugar distante onde não precisasse encarar o que estava por vir. E aquelas mesmas palavras ressoaram à sua cabeça, como um eco distante vindo do fundo dos seus pensamentos, claras como um trauma que carregava, e obscuras como o medo e a desconfiança que sentiu naquele mesmo instante, quando viu a boca de sua mãe repetir lentamente, tremendo os lábios: — Max está desaparecido. Em seguida, desabou-se sobre os braços do marido, que a reconfortou. Rachel, depois de gritar sem êxito por ter sua voz abafada por suas próprias mãos, levantou seu rosto contra a garota novamente. Porém, não era tristeza que expressava. Era raiva. Suas sobrancelhas franzidas e seus dentes cerravam denunciavam suas emoções. — Como pôde deixar que isso acontecesse, Diana? Max era seu irmão. Como não pôde o proteger? — disse ela, a ponto de berrar a qualquer instante. Seu rosto estava vermelho como um tomate. — Diana, como é imprestável. Seu próprio irmão... como pôde deixar que isso acontecesse? Você é a culpada aqui. Você falhou. — completou seu pai, que também a encarava subitamente, com os olhos sedentos. — M-Mas, eu... — ela estava confusa. O que estava acontecendo? Como poderia ser sua culpa? Sua mente carregou-se com um turbilhão de emoções em instantes. Ela havia... falhado? — Sem “mas”, garotinha. Você já tem idade o suficiente para ter consciência sobre seus atos. Você foi inútil. Não conseguiu fazer nada para salvá-lo. Max confiava em você, e agora? Está provavelmente morto. Você sabe que está errada, não ouse negar sua culpa. — se intrometeu o policial, tendo uma estranha energia, como se ele já a conhecesse. Levou a mão direita ao olho direito. Uma lágrima escorria pela sua face. Elevou sua mão esquerda ao olho esquerdo. Uma gota de sangue escarlate vazava de sua bochecha. Era como se uma entidade mexesse com a cabeça de todos ao mesmo tempo. Levantaram-se e foram-se em sua direção, esbanjando a mesma cara séria e de olhos arregalados, como num filme de terror. Se aproximavam lentamente, repetindo críticas ao comportamento de Diana em um tom aterrorizante, como se fossem a atacar. A cada passo que davam em sua direção, a encurralando contra a parede, o ritmo de seu coração também aumentava. Seus olhos demoravam a abrir novamente quando piscava. Não havia caminho. De repente, sentiu algo como um arranhão em sua face, seguido por um forte miado em seu ouvido. Piscou, mas não acordara dentro da sala de sua casa. Ainda estava dentro da barraca, e Khan cutucava seu rosto para que acordasse. Ela resmungou algo sobre ainda estar dormindo, mas ainda assim levantou-se.
Muita coisa havia mudado desde que saíram de Lyrion após a declaração da situação de extremo risco que sofria. Os feixes da luz do sol atravessavam o tecido da barraca. Sentiu o calor irradiar seu rosto em instantes. Seus olhos arderam com a brusca diferença de luminosidade. Catou sua caderneta antes de sair e começou a rabiscar o papel, formando alguns garranchos que, se apertasse bem os olhos, seriam legíveis. Sentiu o cheiro da tinta fresca da caneta quando começou a escrever. “Olá. Faz um tempo desde que não nos falamos, não é? Eu sei que eu meio que te abandonei, mas é que as coisas estiveram me ocupando bastante desde que a gente veio pra cá. Vou tentar te atualizar de tudo que rolou desde então. Depois daquela tarde em que nós colocamos o rádio para funcionar pela primeira vez, nós começamos a arrumar umas malas (aparentemente, não coloquei roupas o suficiente, já que to usando a mesma roupa há alguns dias). No dia seguinte, nós fomos em uma loja no centro da cidade que costumava vender equipamentos para acampar. Espero que me perdoe, mãe, mas nós meio que levamos algumas coisas sem pagar. Era uma situação de vida ou morte, tá legal? Um azar que eu não peguei uma daquelas barracas super chiques com espaço para oito pessoas. A essa altura, a que pegamos já tá toda rasgada. Triste. Nós decidimos vir para a Floresta de Mouneet, onde a gente costumava vir para passar alguns finais de semana. Era legal. Estamos estabelecidos nessa clareira há alguns dias. O alimento ainda tá meio longe de acabar, mas nós já estamos providenciando mais. Lembro de algumas frutinhas comestíveis que nós provávamos quando vínhamos acampar. Bons momentos.” A partir daí, sua caneta começou a falhar. Pegou a caderneta e a arremessou de volta para dentro da barraca. Estava mal-humorada. Calçou suas botas jogadas ao canto. Seu couro estava quase mofado e seu interior estava úmido — mas era melhor do que nada. Estava partindo em direção a um lago próximo da clareira, onde poderiam fazer sua higiene pessoal. Não negava que era uma situação completamente diferente de qualquer outra que já esteve. Era garota criada em apartamento, vida perfeita, família feliz. Mas estava disposta a fazer qualquer coisa se seu irmão dependesse de si. E era nessa situação em se encontrava. Então, enquanto não encontrasse seu irmão... Continuaria escovando seus dentes com a água do lago. Khan a seguiu, adentrando o mato. Suas patas estavam cobertas por uma mistura de lama com folhas secas. Era nojento. Cada vez mais, se aproximavam da grande concentração de água. O ar que respiravam era diferente do da cidade — era puro, leve, como se fosse libertador. Além das árvores, já podia ver o grande espelho d’água refletindo a margem do lago. Um milagre da natureza, de beleza indescritível. Uma família de patos cambaleavam até a borda, preparando-se para molharem suas penas. A mãe ia na frente, enquanto os sete pequenininhos oscilavam seus passos em uma fila. Era de longe a coisa mais bonita que já havia presenciado. Estampava essa emoção com sua boca aberta, mas ainda mostrando os dentes, sorrindo. Porém, algo lhe chamou a atenção. Algo se mexia por detrás dos arbustos, da onde saíam guinchos e choros. O barulho a causou comoção, que procurou saber da onde vinha. — Khan! Tá ouvindo isso? — ela deu um breve silêncio para que pudesse ouvir melhor. O som do vento chacoalhando os galhos das árvores a trouxe paz. O choro se repetiu. — Vamos! O gato pulou em meio ao amontoado de plantas e raízes, abrindo um rombo entre as folhas com suas garras. Diana impressionou-se com sua capacidade. Em meio às folhas caídas, surgiu o oitavo patinho perdido, que continuou a chorar. Algumas gotas de chuva começaram a cair contra o chão, levantando a lama que repousava, endurecida, sob seus pés. Seu coração se amoleceu ao ver que tinha sua pata presa à uma das raízes da planta, que parecia o machucar com força a cada movimento que fazia. Ele a encarava como se implorasse por socorro, mas ainda assustado com a presença dos dois. As gotas de água começaram a se tornar cada vez mais frequentes. — Ah, coitadinho... — ela acariciou sua cabeça com o dedo indicador, sentindo as penas amarelas como a gema do ovo em suas mãos. Seu bico achatado e rosado abria uma hora ou outra para continuar guinchando de dor. — calma, calma. Khan, você não pode cortar a raiz com sua garra. Vai acabar machucando ele. Vem, fica aqui bem atrás de mim. Eu tenho algo melhor para ajudá-lo. Do seu bolso de trás, catou a caneta que esquecera de jogar de volta à barraca quando começou a falhar. Com cuidado, a encravou entre a raiz e a patinha do animal, e começou a puxá-la para trás, lentamente rompendo as fibras. Finalmente, a raiz se partiu no meio, lançando uma seiva amarelada para toda a parte e quebrando o acrílico da caneta. Agora sim precisaria de uma nova. Sua camisa estava completamente ensopada e pesada, enquanto os pelos de Khan estavam caídos com a água. Ela catou o filhote em seus braços, o confortando e envolvendo seu machucado com uma parte de sua blusa para estancar um pequeno sangramento que se surgiu. Tomando cuidado com seus passos, o carregou até perto da sua mãe, que parecia mesmo procurar por algo enquanto os filhotes de refrescavam na água. Ela grasnou e chorou, até que Diana adentrou a clareira que cercava o lago, com Khan colado à sua perna. Um forte vento acompanhou as gotas de chuva, que começaram a atingi-los quase que na horizontal. Pelo amontoado de árvores e arbustos, pode ver além da clareira sua barraca, que chacoalhava fortemente. O pequeno pato alegrou-se em ver sua mãe. Com seu pequeno conhecimento sobre a lógica animal, não se aproximou da mãe, pois poderia a encarar como uma ameaça; apenas o deixou ao chão e, derrapando por não conseguir utilizar uma de suas pernas, voltou para sua família. — Sabe, Khan... — ela finalmente desviou o olhar do grupo de animais, que continuavam a se banhar no lago, felizes — acho que eu gosto de ajudar as pessoas. Nesse pequeno tempo... eu não pensei em Max, ou em meus pais em momento algum. Eu costumava só me preocupar com isso. Eu até sonhei com eles. Mas, eu não me sinto preocupada, ao mesmo tempo que eu acho que deveria estar, e... O companheiro olhava diretamente em seus olhos. Ele, geralmente, não gostava de estar sujo, mas não parecia se incomodar nem um pouco naquele momento. — Acho que é isso. — O olhar de Khan demonstrava sua confusão, mas ao mesmo tempo uma leve curiosidade. — É isso que eu quero fazer. Ajudar as pessoas. Ele abriu um longo sorriso e ronronou. — Mas... é hora de voltar à realidade. Olhando em volta, ela podia ver um pedaço danificado da barraca, carregado e destruída pela chuva. Ela se aproximou e segurou o grande pedaço de lona rasgada e suja de lama, presa a um grande tronco de árvore, cortado pela metade. O tecido era azul, e se desfazia quando Diana esfregava seus dedos entre o pano. Agarrado a ele, sua caderneta, completamente ensopada e suja. Pelo menos, isso conseguiu ser salvo. — Acho que teremos de achar outro lugar para dormir... Ela continuava examinando os pedaços arrancados da barraca, enquanto o pequeno gato olhava à sua volta. Tentou livrar-se com sua pata de algumas folhas que grudaram-se ao seu corpo com a aderência da lama já seca, que permanecia endurecendo seu pelo, cinza como as nuvens que pairavam o céu, e que ainda descarregavam uma massiva quantidade de água. Caminhou ao redor, desviando de pequenas plantas que nasciam por entre a terra, constantemente recebendo umidade daquele clima extremamente chuvoso. Subiu em uma grande pedra, que se alongava até as proximidades do lago. Já em sua ponta dura e afiada, Khan avistou, do outro lado do grande espelho d’água, uma pequena casa de madeira, iluminada pelo sol que ainda escalava dificilmente o céu, erguendo seu brilho em direção ao meio-dia. Parecia um lugar caloroso na percepção limitada do gato. Diana, acompanhando o amigo com o olhar, enxergou também a casa, onde poderiam pedir abrigo. Ela se sentou. Suas pernas ainda estavam cansadas e em constante dor. Seu coração permanecia acelerado. A menina observou o chão, onde algumas flores pareciam sofrer as reações do fim do outono e a chegada do inverno. Era uma rosa — um pouco desbotada, mas era como um símbolo de resistência. Ela arrancou a flor da terra, tomando cuidado para não se furar com os espinhos — ela deslizou para fora da lama lubrificada sem insistência. Ergueu suas pétalas. Seu rosto ficou lívido quando percebeu um pequeno detalhe, que a fez largar a rosa no chão — ela rapidamente se desfez em poeira. O caule estava cinzento. — Khan... — ela se afastou o mais rápido que pôde da flor que, no momento que tocou o chão, fez com que a pouca grama à sua volta também se tornasse cinzenta e podre. O forte cheiro de estrume também incomodou o olfato de Diana. — precisamos ir... rápido! O felino saltou do topo da grande pedra até o chão, caindo de pé. Parecia confuso, mas não hesitava em seguir sua fiel companheira. Deixou todos os seus pertences para trás, conseguindo levar consigo apenas sua caderneta, em que registrava cada dia que passava. Suas pegadas foram deixadas pela última vez naquela lama, que nunca mais seria tocada por uma alma viva. Estava trêmula, assustada. Em um segundo, todos os seus sentimentos de preocupação e ansiedade voltaram ao seu corpo, um por um. A assassina havia os alcançado.
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